quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo cheio de Confiança

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Nós não temos a praia do Leblon mas temos a av. das Esmeraldas e o Confiança.
Foi ele, o Supermercado Confiança quem nos proporcionou uma bela noite de queima de fogos no dia 30/11 que literalmente parou o trânsito e renovou a alegria de todos que estavam por lá.
Show pirotécnico dos melhores, variedade de fogos que passaram pela bateria de rojões anunciando o espetáculo, depois seguiram as chuvas de prata e as grandes estrelas formadas lá no alto, bem lá no alto, pelos rojões de longo alcance.
Foi legal porque além da queima de fogos tinha também o sorteio de um carro e uma moto e as pessoas levaram cadeiras de praia, sentaram-se ao longo da avenida, compraram sorvetes e pipocas, tomaram suco, água de coco e teve gente que até brindou com champanhe.
Em 2010 outros supermercados poderiam fazer a mesma coisa, ficaria bem legal, uma queima de fogos na zona norte, outra na zona sul e assim por diante.
Mas é assim que recebemos 2010, com fogos, com cores e muita alegria e, é claro, com muita CONFIANÇA de que será uma ano muito bom.

Uma frase para a passagem do ano: "Peça a Deus aquilo que você realmente precisa pois aquilo que você QUER é o que pode ser conseguido através do trabalho e da perseverança".
E vamos em frente porque logo ali vem gente...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Histórias de Natal e de gente feliz


Tudo começou porque a filha teve um problema sério no útero. Na época estava com 13 anos de idade e, diagnosticado o problema a solução encontra foi uma aplicação de um medicamento forte e deveria ser feito na cidade de São Paulo.

Da. Tereza Fagionato, a mãe, ficou desesperada ao saber que a injeção poderia sim curar a doença mas também teria efeitos colaterais sérios, entre eles, o fato da menina corre o risco de não crescer mais.

Diz a mãe: “nestas horas a gente se apega com Deus”. A promessa feita e a viagem acontece.

Na capital o médico examina a menina e dá a notícia de que o problema estava sanado, ou seja, a menina estava curada e não seria preciso mais aplicar a injeção. Da. Tereza contou que foi duro encontrar a porta de saída do hospital porque a emoção tomou conta.

Da capital pegaram o primeiro trem que seguia para Aparecida do Norte, hora de pagar a promessa. Foi lá que compraram o primeiro presépio da menina curada pelo milagre e a partir deste dia firmaram propósito que nunca mais deixariam de montar presépio em todo Santo Natal e abrir as portas da casa para receber as visitas.

Seu Fernando, o pai, era daqueles que gostava de lidar com sucatas e aproveitar tudo que podia e o pequeno presépio foi ganhando novos personagens e movimento. Com um motor de geladeira e um monte de roldanas de madeira e elásticos ele foi “dando vida” a cada um dos bonecos. Após a sua morte, a filha e um sobrinho estão dando continuidade ao projeto que é montado num canto da acolhedora sala de visita da casa que fica na rua Euclides da Cunha, 439.

O mais gostoso disso tudo é saber que a família não tem medo de deixar a porta aberta e receber os visitantes. No ano passado, depois que a Globo passou na televisão (palavras da filha) o movimento de pessoas aumentou e foram mais de 3.000 visitantes.



Hoje eu aprendi mais sobre fé e sobre a vida. Natal é isso, é deixar a porta da casa aberta, é receber pessoas que você nem mesmo conhece, é acreditar na vida, compartilhar histórias e milagres.



Nas manchetes de hoje dos principais jornais da cidade está a notícia sobre a saidinha dos presos (quase 400) e o perigo que isso representa para sociedade.



Dona Tereza e sua família moram na mesma cidade que eu moro, a cidade que fica alerta e assustada com estranhos que andam pelas ruas neste período da saidinha.

Mas é assim todos os anos, eles deixam a porta aberta e mesmo que um destes irmãos apareça por lá é certo que ele vai encontrar uma boa acolhida e pode até ganhar um pedaço de panetone e um copo de Cerezer.



Olha dona Tereza, eu quero dizer que sua casa é na verdade um grande presépio. Feliz Natal!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Entre o rio e as abelhas do Lau

Muito bom retornar. Por força das obrigações da profissão e dos vestibulares, fiquei fora do ar por um tempo (quase um mês). Até as fotos foram poucas neste período.

Pra dizer a verdade, no feriado que passou eu me arrisquei a ir até o Rio Tibiriçá para registrar a cheia em razão das fortes chuvas Nos poucos quilômetros que separam a cidade do rio, encontramos três acidentes com veículos, tudo em razão das fortes chuvas.

Mas a foto aconteceu e foi parar no Google para que todos conheçam este pedaço de mundo que também transborda e acaba interrompendo o fluxo de veículos.

De um lado, prejuízos e alguns incômodos em razão das enchentes, do outro, tá tudo verdinho, capim alto para o gado comer por um bom tempo e promessa de ano farto pela frente.

Ah sim, tem outro problema que a gente nem se liga mas que vai afetar a nossa vida, lá na frente dos tempos.

O Lau (Wenceslau), amigo prendado na tesoura e no corte dos cabelos é também apicultor. Enquanto me ajeitava o pé do cabelo ele contou que foi visitar as colméias que ele tem lá pelas bandas do rio do Peixe, ele e mais alguns amigos.

O objetivo era colher o mel da florada passada, dar um trato nas caixas e deixar tudo prontinho para a próxima florada. Deu zebra.

As chuvas constantes estão literalmente lavando as flores e, com isso, o pólen não está tão disponível como seria preciso para manter a produção regular de mel. Como a lei natural prevalece nestes casos, quem não produz, consome o que produziu quando o tempo estava mais seco. A solução foi fechar as caixas e bater em retirada.

E para completar nossa seção natureba de hoje eu recomendo a leitura do especial da Folha de São Paulo – Empreendedor Social, que traz excelente matérias sob o título “Semeadores por Natureza”.

O caderno conta histórias de gente que se completou profissionalmente e se realizou como pessoa e cidadão depois que decidiu dedicar parte do seu tempo em projetos sociais, são os chamados empreendedores sociais.

Olha só uma das chamadas: Chef de cozinha corre o mundo para descobrir no Brasil sua receita favorita: ajudar jovens a pilotar a vida.

Vamos nessa!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Orquestra Jovem Santa Terezinha

Santa Terezinha é um patrimônio que fica pertinho da cidade de Lupércio. Não tem mais de 1.200 habitantes e a vida por lá corre bem tranquila e poderia ser igual a tantas outras pequenas localidades no Brasil. Poderia,mas não é. Porque é justamente lá que tem gente fazendo a diferença, gente que decidiu arregaçar as mangas e criar uma alternativa de lazer e cultura para os jovens e crianças. O personagem central desta história é o soldado Rodrigues, Policial Militar que tem a incumbência de manter a ordem no pequeno patrimônio. O efetivo de trabalho do soldado é: uma viatura, alguns equipamentos básicos da PM e o parceiro inseparável que atende pelo nome de Sadam, um rotweiller de peso e muito respeitado no local. O soldado Rodrigues aplicou um conceito básico de ação preventiva que vem funcionando muito bem - a integração com a comunidade. A maior parte dos problemas ocorre porque as pessoas estão desocupadas ou quando estão ocupadas com atividades não muito produtivas, então o segredo está em ser criativo. Com o apoio e participação efetiva da família (mulher e filha) ele fundou uma escola de música e depois formou uma pequena orquestra e já conta com 62 crianças aprendizes. Eles se apresentaram no Centro Universitário Eurípides de Marília - Univem na segunda semana de novembro e arrancaram aplausos emocionados dos universitários. O que mais eles precisam é de uma força para continuar este trabalho social fantástico, precisam também de doações para comprar cordas de violinos, baquetas e mais instrumentos. Precisam ainda do incentivo de todos nós e o convite para novas apresentações e nesta época de festas de final de ano é uma boa opção de entretenimento para shoppings,para lojas e supermecados, ou locais com grandes concentração de público. Cada criança da orquestra tem uma história de vida muito bonita e a cada nova apresentação esta vida se renova na esperança de que os sonhos podem se realizar, com o esforço próprio e com a ajuda de todos nós. Com vocês, a orquestra ST Jovem. (assista ao vídeo)
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Parece até o Bixiga viu belo

Amanhã vou levar minha mãe na cabeleireira. Sim, mas o que isso tem de anormal perguntariam os amigos.

Ocorre que eu vou levá-la num local muito agradável de Marília, um quarteirão antigo da cidade mas que de tempos para cá vem tomando um jeito diferente, ou melhor, está tomando ares dos quarteirões "dos jardins" e São Paulo.
Estive na capital nesta semana, fiquei hospedado no Trianon e trouxe algumas revistas (Jardins) com belas fotos, do bairro, do comércio, das personas e boas entrevistas para leitura e entretenimento.
Aqui em Marília, eu falo do quarteirão da 9 de julho entre as ruas Nelson Spielman e Pedro de Toledo, em frente ao Jardim São Bento.
Reformaram algumas lojinhas antigas que foram desocupadas por também antigos inquilinos; novas cores, portas de blindex, novo piso, nova iluminação e pronto, nova cara e novos ares.
Instalaram um café ajeitado numa das lojas, na outra um salão de beleza, mais para frente uma loja de doces e aí o amigo Dionísio, que vende baterias para veículos, já deu uma boa reforma no tradicional espaço que ocupa há anos. Mais acima a dona Lola, da Kibelândia, já mandou assentar umas pastilhas na fachada e trocou o front da loja e assim a cara do lugar mudou da água para o vinho, sem contar que todo final de tarde tem roda de amigos com espetinho. (é a tal da energia boa que sai contagiando todo mundo)
A amiga Viviane aqui do Fotoclube percebeu isso também e me enviou e-mail hoje sobre o assunto, sem saber que estávamos na mesma sintonia. A moça que corta os cabelos da mãe mudou o salão para lá tem pouco tempo e agenda estava reservada já tem uns 8 dias.
A Fotoquefala vai lá amanhã e quero ver se consigo captar toda esta energia nas lentes. O local vai se tornar um dos futuros cartões postais da cidade, anote aí, só falta mais um toque aqui e outro ali nas fachadas e recortes dos sobrados que ficam acima das lojas, e pronto, vamos ter em Marília uma mistura dos jardins com o Bixiga.
Foi ali que durante anos várias estudantes vindas de todos os lugares do Brasil moraram na pensão da dona Florinda (salvo engano) mãe do Carlito (Carlos Muzzi) filho do fotógrafo Muzzi. Foi ali também que a Lis Floricultura embalou sonhos e romances com seus buquês de flores, sempre de muito bom gosto, feitos pela Adriana.

E como dizem os italianos...E viva a vida belo!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As hortênsias da dona Erminda



Já comentei com os prezados leitores sobre algumas pessoas que encontram uma forma de preencher o tempo (e não passar o tempo) com atividades úteis e que ainda resultam em benefícios para outras pessoas.
É o caso do nipônico anônimo que cultiva alguns pés de frutas, cana e até flores nos terrenos que beiram a Fazenda Cascata, imediações do aeroporto. Tem também um outro personagem que resolveu plantar pés de boldo e flores em boa parte da rua Cincinatina, ou aquele outro senhor que plantou várias espécies de árvores na área de acostamento da rodovia Marília – Padre Nóbrega (lado direito), entre outros tantos personagens anônimos.
No meu bairro, por exemplo, tem um senhorzinho e uma senhora, já bem de idade, que todos os dias varrem toda a extensão da rua e ele, mais ativo ainda sai varrendo por outras ruas.
A fotoquefala hoje encontrou outra personagem e desta vez conseguimos o o nome.
A casa da Da. Erminda Mota fica na esquina da av. Rio Branco com a rua 24 de dezembro, solitária, a Rio Branco com o passar dos anos foi se tornando rua comercial e só algumas casas ainda abrigam famílias.
Era por volta das 7h30 da manhã, ela estava na frente da casa, ares de quem acabava de se levantar da cama e apreciava o movimento. Debaixo da janela, em pé, ela observava suas flores no jardim, belas (*)hortênsias e o conjunto de informações visuais foi o que me chamou a atenção.
Da. Erminda tem aquele ar de gente que gosta de conversar, de fazer novos amigos, tem também um ar de vovó e acaba atraindo os nosso sentidos.
Foi daí que se iniciou o diálogo:
- Bom dia, belo jardim o seu.
Uma pausa, um olhar,observação e a resposta: - este ano eu pensei que não fosse ficar tão bonito assim.
- Mas por que, perguntei.
- Choveu muito, fez frio fora da medida, as folhas amarelaram...mas vingou.
- O senhor gosta de flores? Já foi em Gramado (RS) e viu as hortênsias de lá?
- Gosto muito, principalmente quando estão tão bonitas e viçosas assim. Posso fazer algumas fotos?
- Claro...é para o jornal?
- Também, mas é para alguns amigos da internet, pessoas que apreciam fotografia e gostam de saber mais sobre a nossa cidade.
- Fique a vontade, pode fotografar, e não esqueça daquela ali, cor-de-rosa. Sabe, eu comecei com uma muda de hortênsia azul e fui tirando galho daqui e dali e replantando e acabou dando essa variedade de cores!
Meu filho é engenheiro agrônomo, disse que o solo precisa estar bem adubado e coisa e tal, mas eu jogo mesmo são as folhas que ficam velhas nos pés das plantas.
O senhor sabe que tem um monte de gente que passa aqui e puxa assunto comigo, só para ficar vendo as flores?
Lá (em Gramado) elas “dão” na beira das estradas e ninguém aduba nada!
Pois é Da. Erminda, e aqui em Marília elas estãona esquina da rua, bem no centro da cidade.
Qual o segredo dela para ter flores tão bonitas debaixo da janela? Amor pelo que faz e prazer em compartilhar.
Um beijo pra senhora Da. Erminda.
(*) O canteiro que tem mais flores fica do lado esquerdo da casa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Restaurante investe no turismo receptivo


Sintonizado com as tendências e oportunidades do turismo receptivo em
Marília, principalmente na área de Turismo de Negócios e de Eventos, a
"Lanchonete Bem Me Quer" que tem mais de 30 anos de atividades em Marília
inaugurou na noite desta segunda-feira (20/10) o Espaço Arte.

Com uma freqüência de mais de 300 pessoas, em média, nos finais de semana,
a lanchonete fez parceria com a Comissão de Registros Históricos da Câmara
Municipal e com o Fotoclube "Sebastião Leme" e abriu espaço para a
exposição de 40 quadros fotográficos com imagens de pontos turísticos e
prédios históricos da cidade.

Clovis Garcia, um dos sócios, foi o articulador da nova proposta que vem
sendo elaborada desde julho deste ano. Além dos cartões a lanchonete ainda
apresenta duas novidades interessantes: cartões postais que reproduzem
seis das imagens expostas e o lançamento do selo comemorativo de 30 anos,
em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

A idéia é simples mas bem funcional. No fechamento da conta os clientes
receberão os cartões postais. No verso da imagem está impressa a mensagem:
Estive aqui e lembrei-me de você.

O cliente pode levar o cartão para casa, como recordação, ou pode também
endereçar para amigos que moram fora da cidade e a lanchonete vai
providenciar a postagem.

A inauguração festiva contou com a presença do prof. Mário Bulgareli,
prefeito municipal, do presidente da Câmara Eduardo Nascimento, da
Comissão de Registros Históricos, do Fotoclube "Sebastião Leme" , Sérgio
Lopes Sobrinho, presidente da ACIM, que enalteceu a iniciativa dos
empresários e incentivou que a ação se estenda para outros
estabelecimentos da área de gastronomia, do Clube dos Muladeiros de
Marília, da empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, entre outros.

O projeto da criação do Espaço Artes Bem Me Quer e da impressão dos
postais contou com a assessoria de Ivan Evangelista Jr, fotógrafo, membro
da Comissão e gerente de marketing no Univem e contou com o importante
apoio cultural da CocaCola.
A Lanchoenete e restaurante Bem Me Quer fica na rua Dr. Joaquim de Abreu
Sampaio Vidal, 491, telefone 0800 7721787.

sábado, 10 de outubro de 2009

Um estranho ninho



Não morei em sítio, mas fui criado entre a vila e a cidade, andei de estilingue e bornal pendurados no pescoço, ralei os dedos na descida da rua de terra com carrinho de rolimã, perdi muito pião quebrado no meio, na jogada de roda, e criei pomba no fundo do quintal.

Aprendi que quando as galinhas cacarejavam alto e fora de hora no terreiro é porque tinha gato ou gavião rondando, quando não, era cobra cega que fazia a festa das penosas e dos pintainhos depois de ferozmente estraçalhada pelas bicadas.



Estas vivências da infância, entre tantas outras, serviram para deixar os sentidos mais aguçados em relação a natureza e ao comportamento dos bichos.



Pois bem, estava de saída do meu trabalho e ao me dirigir para o estacionamento percebi que um casal de Sabiás fazia o maior estardalhaço em árvore próxima. Não dei muita importância no começo mas, a gritaria era tanta que resolvi investigar.

Descobri que havia um intruso na árvore; pela posição, parecia uma onça, igual aquelas que vemos nas fotos do Pantanal. Nosso amigo felino dormia tranquilamente entre os galhos mais altos da árvore e não tava nem aí com a presença e os piados dos Sabiás.

O gato não estava em posição de ataque, pelo contrário, deixava o rabo balançar levemente e a pata direita fazia o contrapeso para manter o equilíbrio durante o sono. Despertou com a minha chegada.

Enquanto fazia as fotos percebi que o grito de socorro atraiu outras espécies que vieram na ajuda. Contei nos galhos próximos mais dois beija-flores, uma curruíra, um outro pássaro preto e amarelo que não consegui identificar e ainda um chupim. Os Sabiás e o beija-flor davam investidas próximas do gato para tentar tirar o intruso dali, mas que nada. Só saiu para mudar de galho e se deitar mais acima.

Os gatos são bem alimentados com ração e o que ele queria mesmo era sossego, mas depois de tanta festa em volta e muitas fotos ele decidiu descer e caçar outro canto para o descanso da tarde.

Valeu a experiência do dia, foi interessante ver como espécies diferentes se unem para combater uma ameaça comum.

Ah sim ! E mesmo depois do gato ter ido embora os Sabiás continuaram o alvoroço, notei que era minha vez. Fui.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Paleontólogo acha fóssil de dinossauro herbívoro


No sábado, dia 03/10, a matéria saiu na Folha de São Paulo.
Hoje, 06/10, o assunto é pauta nas edições do Jornal da Manhã e do Jornal Bom Dia.

Animal teria vivido na região de Marília entre 65 e 90 milhões de anos atrás


Talita Zaparolli
Aência BOM DIA


Paleontólogo William Nava escava ao lado das vértebras dorsais do saurópode
Fósseis de um dinossauro foram descobertos pelo paleontólogo William Nava, em uma propriedade rural de Marília. Pela estimativa inicial, o paleontólogo acredita que se trata de um animal do grupo dos saurópodes, provavelmente um titanossauro. O dinossauro herbívoro pode ter alcançado 15 metros de comprimento, 5 metros de altura e cerca de 10 toneladas de peso.

No barranco rochoso à margem de uma estrada, o pesquisador encontrou parte da região pélvica, vértebras caudais e dorsais do animal, mas há estimativa que grande parte do esqueleto esteja lá. “Minha expectativa é encontrar o crânio sob as camadas de arenito. Seria um feito inédito no país, já que é a primeira parte a se desarticular do restante do corpo e se perder.”

As primeiras pistas surgiram em abril, quando Nava descobriu conchas fossilizadas e uma vértebra dorsal de cerca de 30 cm no local. “Ao que tudo indica, o animal morreu na margem do que, na época, seria um rio ou uma lagoa.”

Segundo Nava, as vértebras do bicho estão articuladas, ou seja, na posição que tinham em vida, e esse tipo de descoberta é fato raro no país.

Nava repassou as informações sobre a escavação ao paleontólogo Rodrigo Santucci, da UnB (Universidade de Brasília), que é especialista em saurópodes. Ele será capaz de avaliar, assim que as escavações prosseguirem, se a espécie ainda não é conhecida pela ciência. Junto com o especialista, Nava está pleiteando recursos junto à UnB para dar andamento às escavações, que costumam ser delicadas e exigem recursos financeiros.

sábado, 3 de outubro de 2009

Minha segunda exposição "Sem Teto" e a limpeza da Cascata




E lá fomos nós no sábado acompanhar a operação de limpeza da represa Cascata.A fotoquefala não pode perder estas oportunidades.
Me atrasei um pouco por conta de comprar alguns prendedores de roupa para poder montar a exposição de fotos no local. São várias fotos, uma coletânea considerável devo dizer, todas mostrando as belezas e os problemas ambientais que este espaço enfrenta e já enfrentou.
Estavam lá dando suporte o Rotary Clube, os Bombeiros com a equipe de escafandristas, a Polícia Militar, a Emdurb, os meninos e meninas do Grupo de Escoteiros de Marília, os atiradores do Tiro de Guerra, os membros da ONG Rio do Peixe, as Secretarias Municipais do Verde e de Serviços Urbanos, representantes da Câmara Municipal de Marília, da Comissão de Registros Históricos, do Fotoclube de Marília e os pescadores, habitues do local.
Uma grande mesa oferecia aos participantes um verdadeiro banquete dos deuses para repor as energias ou mesmo para se preparar para a jornada dura pela frente; limpar o lixo d as margens da represa e de todo o entorno. Maçãs frescas e vermelhas empilhadas chamavam os olhos curiosos, um bolo recheado de goiabada, bananas nanicas aos montes (aliás como tinha banana) , fonte de potássio, pãezinhos macios e potes de margarina para todos os gostos.
Na chegada os inscritos para a tarefa de cidadania ganharam um kit contendo: uma camiseta decorada com a ilustração “Dia Internacional de Limpeza nos Rios e Praias”, um boné, um par de luvas de borracha, uma cartilha com informações do programa e um adesivo com a logo oficial do evento, que já aconteceu nas cidades de Rio Negro-PR e Mafra-SC, Na Fazenda Rio Grande-PR, em Maringá-PR e hoje em Marília.
Barriga cheia, mãos à obra. Os grupos foram divididos por setores; terra e água, cada qual com a sua função.
Os bombeiros mergulhadores, com o apoio de um barco, buscavam o lixo acumulado no fundo da água, voluntários da ONG Rio do Peixe se locomoviam em dois caiaques, beirando as margens e recolhendo a tranqueirada que não devia estar lá, os escoteiros se incumbiram da área da margem esquerda da represa, acompanhados pela turma do Rotary, enquanto que os atiradores do Tiro de Guerra ficaram com a área lateral da margem direita.
Entre duas placas de avisos sobre perigo dos carrapatos e da febre maculosa eu estendi meu varal improvisado e fui pendurando as fotos.
Em pouco tempo estava organizada a primeira exposição de fotos da Cascata in loco e foi muito gratificante receber e acolher os olhares curiosos. Levei fotos que mostram a Cascata em todas as suas fases: na cheia, na baixa, com vegetação exuberante nas margens, ou cenas da grande queimada que deixou a cidade no escuro, em pleno dia, em razão da fumaça negra que cobriu o céu.
Um dos visitantes comentou: foi um dia difícil este, tivemos que suspender as atividades na loja porque a fumaça tomou conta do ambiente e os olhos ardiam muito.
Dois garotinhos, muito simpáticos, vieram me cumprimentar pelo trabalho. “São suas as fotos?” Respondi que sim e ele me estendeu um aperto de mão seguido de um parabéns. “Moro aqui nas chacarinhas da Cascata, minha casa é ao lado daquela ali”, apontou uma das fotos em que aparece um pequeno vilarejo nas imediações.
Sol forte anunciava que estava na hora de recolher a tropa e juntar o lixo sobre o caminhão para avaliar o resultado. Encheu a carroceria de sacos pretos de lixo de tudo quanto é natureza. O lixo mais curioso? Foram três tubos de televisão que certamente estavam em local totalmente estranho.
Valeu o dia, valeu a operação e a lição de que os cidadãos unidos podem contribuir muito para que a natureza continue nos acolhendo em seus encantos.
E o fato curioso do dia, qual foi ? O ex-governador Orestes Quércia que apareceu por lá de surpresa.
Do que eu mais gostei perguntaria o amigo leitor ? Foi de ver os caiaques coloridos bailando pelas águas mansas, passando em frente aos pescadores, nas margens, fisgando tilápias e lambaris.
Parecia um sonho, mas está a um passo de se tornar realidade. Só depende de nós.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Durante a florada não !



Juntar sementes é um dos hábitos que tenho. Não consigo passar por uma árvore que esteja em plena fertilidade e não levar comigo umas amostras das sementes. Em casa eu tenho um aquário em que os peixinhos deram lugar às sementes e agora mesmo, sobre a minha mesa, tenho três exemplares de Jatobá que coletei lá no Colégio Bezerra de Menezes.
Estava lá quando fiz esta foto. Terminado o compromisso profissional me dirigi ao estacionamento para buscar o carro.
Por cima do muro enquadrei a cena – dois homens paramentados, sustentados por uma grua gigante, em meio as flores do pé de Jacarandá que fica na Rua Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, pertinho do Colégio.
Num primeiro momento imaginei aquelas cenas dos documentários da National Geografic e viajei na ilusão de que eles coletavam amostras das flores e, quem sabe também de sementes. Estava perfeita a cena: fundo azul mais claro do céu, primeiro plano, flores num tom de azul para o lilás, contrastando com o restante da composição.
Mas não, eles não estavam coletando, eles estavam cortando galhos.Na mão de um dos personagens notei uma vara comprida, que tem na ponta uma serra automática.
Mas minha santa protetora da natureza, cortar um Jacarandá em plena florada? Será que não podiam ter feito isto em outro período, será que não dava para consultar um biólogo e saber qual a data mais propícia ? Na florada eu tenho quase certeza que não é.
Eu sei que é preciso manter os fios livres para evitar que o vento forte provoque curtos circuitos, sei também que a poda em V é um sistema que dá bons resultados na manutenção da flora urbana.
Mas quero deixar meu protesto. Na florada não.

domingo, 6 de setembro de 2009

Escavando o passado de Marília


por Rosalina Tanuri - publicado no Jornal Diário de Marília em 06/09/09

Museu de Paleontologia remete à história

Seria muito bom se todos os professores levassem seus alunos para verem de perto o que o professor e paleontólogo Willian Nava vem descobrindo há 16 anos em seu trabalho de campo em Marília e região. Nossos dirigentes municipais, bem que poderiam mandar construir uma réplica gigante de um dinossauro, para chamar mais a atenção do povo, como fez a cidade de Monte Alto (tem 1º Museu de Paleontologia do interior paulista) na frente de seu Museu.

Marília, terra de dinossauros e outros fósseis, tendo o segundo museu de fósseis, com exposição no interior de São Paulo, já é uma das principais atrações turísticas e culturais da região, recebendo visitantes daqui e de outros estados. A réplica bem grande de um dinossauro na frente do nosso Museu de Paleontologia chamaria bem mais a atenção. A cidade receberia mais turistas com interesse pelos conhecimentos científicos como as pesquisas paleontológicas.

Com o Museu aberto ao público de segunda à sexta-feira, das 8h30 às 19h, com exposição permanente de fósseis de dinossauros, crocodilos e tartarugas, resultado de pesquisas e escavações de Willian Nava, responsável pelo nosso Museu dos Dinossauros, os visitantes, além de fósseis, poderão ver de perto, banners e painéis ilustrativos sobre a evolução geológica do planeta, formação de fósseis e fotos mostrando pequenos crocodilos como o “mariliasuchus amarali” e “adamantinasuchus navae”, ambos contemporâneos dos dinossauros. Quem não gostaria de ver de perto os ovos fossilizados desses animais que Willian Nava achou e registrou como o primeiro desse tipo de fóssil achado no Brasil?

É desejo da Comissão Organizadora dos Registros Históricos da Câmara Municipal e Cidade de Marília, fazer um filme de curta metragem sobre o passado agora escavado por Willian Nava, importante parceiro técnico científico com pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), MZSP (Museu de Zoologia da USP) e MN (Museu Nacional do Rio de Janeiro), na coleta dos fósseis e nos artigos científicos.

Assim, o minucioso trabalho de formiguinha de Nava, que há 16 anos explora as relíquias subterrâneas da nossa região, escavando, retirando, lavando, classificando, interpretando, será mais conhecido por todos quantos se interessarem pelos seres que aqui nos antecederam.

Rosalina Tanuri, da Comissão de Registros Históricos

Foto: Ivan Evangelista Jr

domingo, 23 de agosto de 2009

Tempo de semar



Passei a frequentar o bosque de Marília com maior frequência.
Esta rotina diária está me permitindo novas experiências e também a oportunidade de novas fotos. No início era só a caminhada, olhando tudo em volta, sentido os aromas e aspirando toda a energia que provêm da mata.
Aos poucos a gente vai se acostumando com os trechos e sabe que dali a alguns instantes vai sentir aquele cheiro bom do alecrim, das flores dos eucaliptos, do pau-dalho, do fedegoso e de outras espécies que eu não conheço pelo nome .
Aliás, vou propor ao amigo Valtinho que numa destas manhas faça uma caminhada no bosque. Isto mesmo, juntamos alguns amigos (já está feito o convite neste momento), partiremos defronte a grande cabana e durante o percurso será um grande prazer ir ouvindo as anotações do experiente amigo.
Com as insistentes chuvas destes dias as alamedas do bosque são atravessadas pelas enxurradas e toda aquela forração que normalmente fica debaixo das árvores é movimentada com a forças das águas. A cada manhã tem novidade pelo asfalto.
Notei nestes dias que as sementes de várias árvores estão espalhadas por vários locais. Já comentei com alguns amigos que eu tenho uma certa apreciação pelas sementes em geral justamente porque todas elas guardam um certo mistério.
A da foto acima, por exemplo, é a semente de um Jequitibá. Quem conhece a espécie sabe que é árvore de grande porte, majestosa por natureza, madeira nobre e que se destaca em qualquer reserva de mata. Ta tudo ali guardadinho naquela embalagem.
Mas tem também as sementes de jatobá, de pau ferro (parece um fígado), uma outra que se parece com uma asa de passarinho e que vem acomodada dentro de uma enorme concha e a dos ipês que caem quando as vargens compridas se abrem com o calor do sol.
Bem, o que eu estou querendo dizer é que o bosque é um lugar fantástico para se passear, para se fazer boas caminhadas, para pesquisa científica, para conhecer uma variedade enorme de espécies de árvores, para encher os pulmões com medicamentos naturais que são exalados pelas plantas no processo de fotossíntese e até para conhecer pessoas que gostam deste contato mais próximo com a natureza.
Fica a sugestão.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O perna-de-pau, a Vicente Ferreira e o amarelo


Passar por ali durante todos estes dias sem parar para fazer a foto já estava me incomodando. Durante o percurso das outras ruas da cidade a imagem continuava (impressa) na mente, e a cobrança também. "Como você pode passar e não registrar o ipê? Como é que consegue?"
Eu fazia de conta que não era comigo, mas não adiantava. A cobrança tinha endereço certo. Até que hoje eu parei e enquadrei o ipê amarelo da Vicente Ferreira sob os mais diversos ângulos. Valeu cada minuto do comecinho da manhã que passei ali, valeu as pessoas passarem e notar que havia um fotógrafo registrando a paisagem e desviarem a atenção da rotina para o fato, alguns até pararam o carro mais adiante para admirar o quadro.

Cheguei a conclusão de que cada ipê florido deveria ter um protetor e promotor.
Imaginem a cena comigo...

Você vai passando pela rua e um perna-de-pau (isso mesmo, aqueles que trabalham em circo) com um megafone feito de zinco nas mãos anuncia em alto e bom tom - "Senhoras e senhores, dignos cidadãos que estão se dirigindo ao trabalho ou fazendo sua caminhada matinal, eis aqui o maior espetáculo da terra, um minuto da sua atenção por favor.
Doem um pouco do seu tempo ao universo e deixem que sua almas se deleitem com a vibração do amarelo e das flores. Deixem que este intruso na paisagem urbana tome conta de suas almas, mesmo que seja por alguns instantes; não precisa pagar ingresso, o que pedimos em troca é um sorriso e um pensamento de paz em favor da humanidade.

E foi aí que o fusca(amarelo) passou. Clic !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Cheiro bom da flor de laranjeira e os ipês brancos


Se você puder, pare um pouco a correria do dia que nos consome e procure ficar próximo dos locais onde possa encontrar alguns pés de laranja ou mesmo de limão. Chegou a época da florada, o aroma inconfundível da flor de laranja está no ar e assim que toca os nossos sentidos gera uma sensação de bem estar.
Foi por acaso que descobri. Saí de casa para fotografar os ipês brancos do bosque e ao passar por um terreno onde estão alguns pés de fruta senti o cheiro, bom demais, neste caso, de um pé de limão cravo que restou no pomar de um antigo quintal.
Depois fui para o bosque verificar se os brancos deram as caras para os nossos registros. Estão meio lá, meio cá, digamos assim, nem todas as árvores floresceram ainda mas já há boas copas para fotos.
Foi a chuva que caiu nos últimos dias, é sintomático, um pouco mais de água estimula as plantas a soltarem os botões.
Agora é ficar de marcação e passar lá pelo bosque todos os dias. Ah sim... tem os sagüis que não consegui fotografar hoje.
Bichinho ligeiro que só ele. Estavam lá, numa árvore bem alta emitindo aquele som característico de sagüis (já ouviu?), e de vez em quando pulavam de galho. A cor do pelo ajuda a camuflar no meio da folhagem, mais as sombras e a distância para fazer o foco...bom, então deixa para outro dia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A FOTO QUE FALA E, DIZ!...



Eu digo isto por que, há quem fala, fala, fala; mas, não diz nada...

Já, com o meu amigo Ivan Evangelista, isso não acontece: há pouco tempo, fundou o www.afotoquefala.blogspot.com Mesmo sendo o homem dos mil instrumentos: diretor de marketing , fotógrafo, mestre de cerimonial, etc.,etc., não se descuida do seu já concorrido “blog” ...

Dando uma “olhadela” geral (mesmo com pouca experiência em “navegação”, pois, Pedro Álvares Cabral já faleceu há muito tempo), consegui encontrar lá um excelente trabalho do fotógrafo do Jornal da Manhã, Édio Júnior (www.ediojunior.blogspot.com) ; (no blog consta sem acento agudo nos dois nomes; porém, deve ser coisa de internet; ou, pode ser que não haja mesmo os referidos acentos...enfim, não é à língua portuguesa queeu quero referir-me e sim à linguagem fotográfica; uma vez que as fotografias também falam, às vezes...

No caso do Édio, falam e, muito bem das imagens que ele captou, com grande talento: 1) “A florada do Ipê”: a) a beleza do ângulo, com o tronco em primeiro plano; b)os galhos carregadíssimos de grandes e belíssimas flores; 2) O contraste, (não fotográfico) mas, de espírito entre as duas corujas: a)

Uma de “corpo inteiro”, extremamente triste; b) a outra, em grande “close up ”, com os olhos lindíssimos e bem abertos, a fazer pose para o fotógrafo...; 3) a combinação de cores do animal (jacaré?) com as cores dos (arames), gaiola ou cerca?...; excelente!... ; 4) A maritaca que, embora tenha sido eletrocutada, permanece nos fios (em pé), parecendo-me “Altiva e Elegante”...; 5) o João de Barro, com a casa quase construída e em sentido de alerta!....; 6) o fortíssimo zum para obter os maiores detalhes da grande lua (inclusive suas sombras caractiristiscas e o céu com uma cor negra (maravilhosa) que valorizou os seus detalhes; 7) a grande tristeza do cão ou, ou cadela, (não sei), com os “olhos de gente”....; enfim, tudo está como realmente deveria estar...; 8) já as fotos “profissionais” que, são para o Jornal e seus leitores, são ocasionais mas, praticamente obrigatórias: acidentes, prisões, roubos, etc, etc... apesar de serem de boa qualidade (mas nem sempre obrigatórias) pois, servem só para ilustrar a “matéria”, as que foram para o blog, também têm qualidade e até (inteligência), como aquela que focaliza o acidente com um carro e, em primeiríssimo plano, os documentos do provável motorista e o carro em segundo plano, com bom foco em toda a área...., não me atraem e acredito que, a ele também não; porém, é a sua profissão e a rotina; já as pessoais, são as que aliviam o espírito....fotografei profissionalmente, por mais de 50 anos e, sei perfeitamente qual é a diferença entre fotografia profissional e a pessoal (esta, com absoluta liberdade!!!).

Parabéns, caro Édio!... e, também ao “teu”-“nosso” Jornal: o da “MANHÃ!!!
(publicado no Jornal da Manhã, edição de 28/07/09)



Manuel Joaquim Pires

Fotógrafo

domingo, 26 de julho de 2009

Dinossauros na região de Marília

Acompanho o pesquisador e paleontólogo William Nava há alguns anos. É um privilégio de ter fotografado boa parte de suas descobertas e de também acompanhá-lo nas pesquisas de campo quando possível. Neste vídeo que gravamos há poucos dias você vai conhecer um pouco deste trabalho que resgata a história da vida em nosso planeta e também da aventura que é escavar os fósseis de um animal que habitou nossa região há milhões de anos.
Willian Nava é pesquisador de renome internacional, um cidadão que merece todo o respeito e apoio da nossa comunidade. É o coordenador do Museu de Paleontologia de Marília e faz parte do cenário internacional de paleontólogos.
video

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Palestra trouxe informações sobre a rede de gás natural


A empresa Gás Brasiliano convidou representantes da comunidade para na tarde desta quarta-feira, no auditório do prédio do Corpo de Bombeiros de Marília, apresentar informações sobre a rede instalada em Marília.
O objetivo principal foi mostrar a segurança do sistema e também de conscientizar a comunidade sobre os cuidados nas ações de instalação ou reparo da rede de abastecimento de água, a rede de esgoto ou de outros serviços que impliquem na escavação das vias públicas. Segundo o expositor, as principais causas de acidentes com a rede de gás são as obras com o uso de retro-escavadeiras que acabam danificando os dutos.
Quando isto acontece podem ocorrer dois tipos acidente: a bola de fogo, que é o rompimento da rede seguido de explosão causada por faísca, ou o vazamento contínuo do gás, sem a explosão. Ele nos explicou que o principal cuidado, caso isso ocorra é: 1) acionar os bombeiros e a Defesa Civil, 2) os bombeiros chegam e isolam a área do acidente num diâmetro de 50 meros e procuram desativar toda fonte de faísca próxima do local, 3) o gás não é explosivo, apenas se ficar concentrado em local fechado, no vazamento, a tendência é subir para atmosfera tendo em vista que é bem mais leve que o ar, 4) com ou sem fogo na área do acidente, a ordem é manter e calma e acionar o 0800 da concessionária, que por sua vez vai buscar fechar o registro de segurança mais próximo do local, 5) o que assusta é o barulho do vazamento (é bem alto) mas a possibilidade de fogo é remota se tomados os devidos cuidados, 6) na rede de distribuição (que vem a Bolívia) tem as “City Gates” instaladas, uma espécie de casa de máquinas onde a pressão do gás é reduzida para que possa ser disponibilizada na rede de serviços, sendo que a mais próxima de Marília está na cidade de Guaiçara, 7) depois de passar pela City Gate, a próxima etapa é a Central de Recepção e Distribuição, que fica mais próxima da cidade, sendo que a de Marília está na final da av. Brigadeiro Eduardo.Gomes, uns 300 metros adiante da entrada do condomínio Portal a Serra, 8) é lá que, mais uma vez, a pressão do gás é reduzida e adequada para a escala de uso domiciliar, uso industrial ou para abastecimento de veículos nos postos de combustíveis, 9) aprendemos também que o gás natural é inodoro, o que torna mais difícil identificar vazamentos e por isso mesmo é adicionada uma substância que vai dar cheiro ao gás para minimizar riscos de acidentes, 10) para sinalizar a rede instalada na cidade a concessionária se utiliza de vários recursos: os postinhos de concretos fincados em pontos estratégicos, onde consta o número 0800, a fita plástica com o fone 0800 impresso que é colocada acima da rede instalada, para que no caso do operador da retro-escavadeira descuidar, a chance dele puxar a fita antes de atingir o cano é muito grande, os tachões, uma espécie de selo amarelo que é fixado sobre a guia da sarjeta, indicando que próximo dali passa a rede do gás, tudo isso para evitar acidentes e chama a atenção dos operadores; 11) e no futuro, quando nossas casas puderem ser abastecidas pelo sistema de gás natural, teremos os registros semelhantes aos hidrantes.
Junto da rede instalada, corre também uma rede de fibra ótica por onde trafegam as informações de consumo e de distribuição. Hoje (22/07), por exemplo, soubemos que esta rede ótica se rompeu nas imediações do distrito de Dirceu, provavelmente no mesmo local da ponte que rodou com a ocorrência daquelas fortes chuvas no mês passado.
A empresa concessionária distribuiu mapas de todo o sistema instalado para os serviços públicos municipais que atuam na escavação e preservação da rede hidráulica ou de esgoto, bem como ao Corpo de Bombeiros.
Foi uma tarde produtiva e com muitas informações interessantes.

O roteiro dos ipês em Marília




O mês de julho é sempre muito especial e é também o tempo das floradas dos ipês. Não tem como passar pelas ruas e não notar a presença das flores que cobrem os galhos e ainda forram as calçadas e o asfalto, como um tapete natural.
Quando escrevi o Guia de Roteiros turísticos de Marília dediquei um capítulo aos ipês, convidando os marilienses e visitantes a percorrem os corredores multicoloridos.
No dia de hoje eu refiz parte deste roteiro para reencontrar as velhas companheiras com suas novas flores. O exercício de ser turista por um dia em sua própria cidade começa com você escolhendo um ponto elevado, de onde possa ter uma boa visão de toda a cidade.
Tenha em mãos um mapa, são vendidos nas bancas de revista por um preço bem convidativo e, cada vez que avistar uma copa de árvore florida, anote a referência no mapa. Não se esqueça de manter o mapa sempre na posição das coordenadas cardiais, isso vai facilitar a sua localização espacial.
Se for adepto de aprender novas tecnologias, aproveite e se utilize também de uma bússola. Depois é só ir se deslocando na direção dos pontos indexados e fazer as anotações. Se a condição física estiver em ordem faça os roteiros a pé assim, você poderá ter maior contato com mais informações visuais sem se preocupar com o trânsito e a direção.
Parece que conhecemos tudo onde moramos mas com uma caminhada mais atenta e, motivada, neste caso o roteiro dos ipês, descobrimos muitas outras coisas que os olhos não leram anteriormente. Eu, por exemplo, descobri alguns pés de Cerejeiras que nunca havia observado em algumas ruas e casas da cidade. Elas também florescem na mesma época.
Além destas fotos que você, amigo leitor, está vendo aqui, poderá ainda conferir mais algumas no site do Panorâmio (http://www.panoramio.com/photo/24742979).
E então, vamos nessa ? Não perca tempo, as flores duram pouco.

sábado, 18 de julho de 2009

Voar com segurança é o certo


Foi um sábado bem legal, a turma do parapent recebeu a visita do Márcio, da cidade de Santos, instrutor do esporte de vôo livre, e nós passamos o dia lá na rampa do jardim Lavínia. O objetivo da visita foi trabalho mesmo, ele veio passar algumas técnicas de vôo livre e de segurança para a moçada que curte o esporte aqui em Marília.
Primeiro de tudo é preciso aprender a dominar a asa no chão, dar os comandos certinho, inflar na hora certa, com muito vento ou com pouco vento, fazer subir, corrigir, virar a asa para a esquerda, depois para a direita, ou seja, dominar as técnicas no solo para fazer bonito lá em cima.
Como já havia postado anteriormente, o bom de tudo isso é o espírito de equipe. No final da história se diverte quem vai voar de fato e também toda a turma que está no apoio.
Ficamos um bom tempo observando os “aerobus” para acompanhar os deslocamentos das térmicas e, como eles aproveitam ao máximo as pequenas correntes de vento para ganhar altura logo em seguida, é sempre bom ficar de olho no movimento.
Durante o dia todo vimos e acompanhamos as mudanças do tempo e dos ventos, escutamos os sons da natureza, contamos histórias e demos muitas risadas com os tombos que são inevitáveis.Nas próximas aulas os pilotos vão para o ar e aí teremos novas fotos do vale com 3 ou 4 velas ao mesmo tempo. Vai ser bom demais.

Na foto uma amostra do treino com a cidade fazendo moldura no lado sul.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pintando a cidadania (e não a cidade)


Passando pela Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, hoje a tarde, uma cena me chamou a atenção. O rapaz estava pichando o painel do ponto de ônibus, ali, sob a luz do sol, de cara limpa como se diz na gíria.
Achei estranho é claro, justamente pelo fato dele estar muito a vontade e sem pressa alguma de terminar a tela. Parei a moto e pedi permissão a ele para fazer a foto, no que fui consentido.
Notei que ele usava a camiseta da Secretaria da Juventude e foi aí que me lembrei do projeto “Pintando a Cidadania”, a primeira inciativa de trabalho com a comunidade da mais nova Secretaria de administração municipal.
Idéia legal, os meninos e meninas param de pichar muros e paredes públicas e passam a desenvolver sua arte em espaços, também públicos, mas especialmente destinados para isso.
É uma forma de atrair e educar a turma do contra, aqueles outros pichadores que na calada da noite escalam prédios e deixam sua marca registrada nas testeiras e laterais, algo parecido com o xixi no poste que os cachorros utilizam para demarcar territórios.
O artista da foto é o Fofão, eu o conheci no local, mas já deu para sentir que é daqueles que vai puxar outros para a legalidade, gente do bem.
Quer saber duma coisa, gostei do que vi. Há quem possa dizer que isso não é arte, que a cidade vai ganhar novas telas que nem sempre agradam a todos e outros argumentos.
Fico com o lado bom da iniciativa, fico com a alegria de eles poderem expor seus trabalhos, de poder assinar e receber as críticas que vão surgir naturalmente, tanto as positivas como as negativas. Faz parte, na bienal é assim também.
Vamos acompanhar de agora em diante se as pichações aleatórias vão diminuir de fato.

Vôo livre em Marília


Pouca gente se deu conta mas aqui na cidade temos os praticantes do vôo livre e também do vôo com motor. Parece um para-quedas, mas não é. Parapent ou Paraglider é o nome desta grande lona colorida que permite ao esportista alçar vôos altos e ter uma visão privilegiada da paisagem.

Postei no Google Map algumas fotos das pistas de decolagem que as equipes utilizam; uma lá no Jardim Lavínea, na boca do vale e outra ao lado do bosque, próximo ao aeroporto, num terreno grande que permite uma bela vista da cidade.

Para voar é preciso que as condições do tempo ajudem e tudo depende do vento. A partir da medição da velocidade e da direção, é que eles escolhem a melhor pista para decolagem. Antes porém, uma boa observação do céu ajuda a entender as mensagens que estão impressas na paisagem para a garantia de um lazer mais seguro.

A posição das nuvens, o formato, a movimentação das folhas nas árvores mais altas e até os urubus voando em circulo sobre uma determinada área são sinais de que há boas térmicas.

As térmicas são ondas de ar quente que sobem para a atmosfera e ajudam muito o praticante de vôo livre a conquistar mais altura, garantindo maior tempo de permanência no ar. Os planadores, aqueles aviões sem motor, quando voam também utilizam o mesmo mecanismo de sustentação e geralmente o avião reboque (comum nas tardes de domingo) os liberam nas áreas em que as térmicas são mais intensas.

As duas cordas que o piloto do parapent tem nas mãos são os instrumentos que dão direção na lona, usando os recursos de puxar ou soltar as pontas. A cadeira de sustentação do corpo é presa por cordinhas que estão ligadas na vela e quando a asa possui motor, como na foto que está ilustrando o blog, o acelerador (igual ao de motoclicleta) vai em uma das mãos do condutor, sendo que o motor está preso na parte posterior da cadeira.

O bom disso tudo é o trabalho de equipe que antecede todo vôo e que também dá suporte para os praticantes. Abrir o equipamento no chão, verificar as cordas e conexões, ajustar o giro do motor, segurar a vela enquanto o piloto aguarda uma boa brisa para dar início a decolagem, são algumas tarefas compartilhadas.

São momentos mágicos de vida saudável, de observação do céu e de contato com as forças da natureza, de sentir o vento no rosto, de curtir o colorido da asa no céu azul e, no final de tarde, a possibilidade de fotos incríveis com a ajuda do por do sol.

Na próxima oportunidade passe por lá e vá conhecer o Betão, o Morango, o Fernandinho, o Carlão, o Luiz (na foto acima em seu primeiro vôo), a Silvia (esposa do Betão), entre outros, uma turma de alto astral e sempre de bem com a vida.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Na boca do pito




Já pensou em trabalhar a 74 metros de altura, com uma vista privilegiada, ar condicionado natural e longe de todo e qualquer barulho. Pois é, o nosso amigo aí da foto está no topo da chaminé do Matarazzo fazendo o serviço de restauração da borda.
Com a ação do tempo,a incidência de raios e o desgaste natural dos materiais, a ponta da torre sofreu alguns danos, mas tudo já está sendo reparado.
Vai ganhar luz de alerta, pára-raios novo e ainda vai passar pelo serviço de limpeza de toda a estrutura externa e conservação da fachada.
Os profissionais envolvidos nesta tarefa são especialistas em trabalhos nas alturas e cuidam da segurança nos mínimos detalhes. Num rápido contato com a turma eles me disseram que no último serviço, antes de Marília, eles estavam numa torre de 120 metros.
Na área interna do prédio, onde antes ficava a caldeira da indústria, uma nova casa de shows no estilo “Moinho Santo Antonio”, da cidade de São Paulo, já começa a ganhar corpo com a instalação dos sanitários e de salas especiais. Considerando a arquitetura, o espaço interno e toda a área externa que servirá de estacionamento para os clientes, sem dúvida alguma esta será uma das grandes atrações da noite Mariliense.
O Sr. Wilson, um dos empreendedores, esteve com a Tia Rosalina lá na sede da Comissão de Registros Históricos de Marília e mostrou detalhes de todo o trabalho de recuperação do prédio.
Bom para todos nós. De um lado da rua a Casa Sol está quase nos finalmentes da recuperação e instalação da nova loja, do outro lado, obras em ritmo acelerado para a nova casa noturna, com a vantagem que a chaminé, agora recuperada, continua sendo um marco histórico da cidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ouça o último programa do Rádio DX - um marco histórico


O Rádio DX deixa de ser apresentado semanalmente pela rádio CVC e busca novos caminhos. Até lá, ficamos com os audios gravados e com a amizade de todos aqueles que ajudaram a ligar o mundo pelas ondas curtas e pelos malucos por dexismo.
Na foto, uma homenagem ao amigo Marcelo que apresentava o quadro Transoceanic. Este equipamento faz parte da minha coleção e pretendo levar para São Carlos, na oficina do Rádio, para a merecida restauração.
Parabéns a todos que fizeram do Rádio DX um marco na história do rádio.

SE ligue e ouça o programa em http://www.yehplay.com/musics/Romais-Ultima-Edicao-do-Programa-Radio-DX/311717/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Praça São Bento como foi concebida


Atento aos nossos e-mails, tão logo recebeu a mensagem de que eu gostaria de postar aqui a foto da praça São Bento, feita por ele, nosso amigo Manuel Joaquim Pires se apressou em nos enviar a película. Vejam só a beleza da praça, o design e a geometria que se tem na perspectiva aérea.
Bela foto ó pá ...!

domingo, 28 de junho de 2009

Os jardins de Marília


Agora, ouvindo a Rádio Cultura Brasil, Tom Jobim ao piano...só felicidade.
Bateu a inspiração para falar dos jardins da nossa cidade, isso mesmo, os jardins que nem sempre são percebidos porque agora estão mais tímidos, mais escondidos.
Pretendo fazer uma série de fotos sobre estes jardins para que nas andanças dos dias, vocês possam também apreciar os detalhes. Começo com este conjunto de pés de “pingo-de-ouro” que esculpido pelas hábeis mãos do jardineiro, o transformou no letreiro anunciando a empresa metalúrgica.
Onde fica? Na rua Coelho Neto [IE1] , bairro São Miguel, tendo ao fundo a Indústria Matarazzo.
Lembro da infância, o jardim da casa da minha Tia Nica, que ficava na mesma rua onde hoje está instalada a Marcom Metalúrgica. Não faltavam as Margaridas, as Rosas vermelhas e cor-de-rosa, as rosinhas brancas que dão em pencas e servem também para um bom chá e para lavar os olhos com irritação, a Palma de São Jorge, para cuidar do mau olhado e a Comigo Ninguém Pode.
Final de tarde, balde improvisado com a lata amarela das azeitonas Colosso, cigarro no canto da boca, a tia regava as plantas, uma a uma, enquanto na área, penduradas, as Avencas e Samambaias aguardavam sua vez. Ai de quem ousasse por a mão nas folhas da Avenca.
O fotógrafo Manuel Joaquim Pires (o chinês mais legítimo de Marília), grande amigo, tem foto da antiga Praça São Bento com as árvores esculpidas em forma de animais. Dias destes passo lá e solicito uma copia para que os amigos possam conhecer também.

[IE1]http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/CoelhoNeto/coelhoneto.htm

sábado, 20 de junho de 2009

Uma rua, muitas histórias




(Para você que não leu a primeira parte, por favor, antes leia o texto “Apartamento com água e luz” postado mais abaixo)
Esta história é a continuação de uma outra que começamos lá no mês de maio, quando na visita mensal ao barbeiro fiquei sabendo que o senhor Pica-pau havia se apossado do apartamento do antigo inquilino, o senhor Pardal.
Registrei o fato, porém, sem a presença do bicudo passarinho que se enfiou no oco da árvore para acomodar a sua fêmea e chocar a ninhada. Mas fiquei de voltar em outra hora.
Foi assim que durante alguns dias tentei por várias vezes encontrar o pássaro em sua nova morada e fazer a foto. Qual nada, nossos horários não batiam de jeito nenhum e quando eu aparecia por lá ele não dava nem sinal.
Esta é a rua onde fica o salão do Lau, um pequeno trecho onde a natureza nos proporciona uma série de bons espetáculos, ali, bem no meio da cidade.
Voltei lá hoje na esperança de ter a oportunidade de fotografar os filhotes, afinal, estava devendo esta aos amigos.

Novos inquilinos




Na prosa fiquei sabendo que havia novos inquilinos no bairro e dei sorte que estes estavam em casa. Ao que parece, estão juntando o necessário ao agradável, comem as larvas do cupim e já preparam o futuro ninho. E não se intimidaram quando apontei a máquina na direção deles e me aproximei mais, pelo contrário, consegui até algumas boas poses.

Retomada de posse (ou seria de poste?)













Para coroar de pleno êxito a missão, também consegui o registro do senhor pardal chegando em casa, que agora tem flores na janela, e uma nova história se inicia.
É preciso que tenhamos tempo para descobrir detalhes na paisagem, é preciso conhecer pessoas que nos ensinem novos caminhos, é preciso ter amigos, é preciso viver.




Apartamento com água e luz


(Esta mensagem foi enviada para a lista do Fotoclube em maio deste ano)

Quem me contou a história foi o Lau, o barbeiro.
Diz ele que no buraco maior do poste morava um feliz pardal e sua família. Até que um dia apareceu um pica-pau e expulsou o senhor pardal da morada e tomou posse do apartamento sem maior cerimônia.
A partir deste dia era comum ver o pica-pau no novo ninho, só apreciando a bela vista que tem lá de cima, e também o antigo inquilino que de vez em quando rondava por ali, quem sabe numa tentativa de reaver a morada.

Fui lá hoje para conferir a história, mas infelizmente nosso amigo pica-pau não deu as caras. Diz o Lau que ontem ele observou uma ave da mesma espécie morta num terreno baldio, próximo da sua casa. Seria o nosso inquilino?

A foto vale mais pelo registro do poste de aroeira, uma das madeiras mais duras entre as espécies de árvores e que por isso mesmo foi amplamente utilizada na confecção de postes para iluminação. Para trocar as lâmpadas ou fazer reparos na rede elétrica os antigos funcionários da Companhia Paulista de Força e Luz amarravam esporas nas pernas e subiam com uma agilidade de fazer inveja.

Ainda há muitos destes postes na cidade, mas aos poucos são substituídos por postes de cimento e as velhas árvores são vendidas a peso de ouro para adornar varandas, lojas, quiosques e outras tantas finalidades.

Dizem que é mais fácil uma geração inteira acabar do que um poste deste ter fim. Só queimando, porque se depender de apodrecer com o tempo...nem pensar.

O Lau ficou de avisar se o nosso penoso voltar ao ninho, aí eu mando a foto com o pica-pau.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Fotógrafo mariliense expõe arte em blog

Quarta-feira, 17 de junho de 2009 10:06
Fotógrafo mariliense expõe arte em blog
Ivan Evangelista Júnior possibilita aos visitantes do site um olhar fotográfico dos ambientes urbanos e rurais de Marília

Agência BOM DIA (http://www.redebomdia.com.br/)
Ricardo Shimizu/Agência BOM DIA


O fotógrafo Ivan Evangelista Júnior, responsável pelo blog Painel Marília; site tem pouco tempo de vida, porém o artista soma 14 mil imagens em seu arquivo pessoal


Chefe de gabinete de uma universidade particular por profissão e fotógrafo por paixão, Ivan Evangelista Júnior hoje integra o mundo virtual com seus trabalhos e relatos expressos no seu blog intitulado “Painel Marília”, onde, segundo seu criador, os visitantes encontram fotos da cidade, comentários, notícias sobre Marília e seus personagens, paleontologia, fotografia e mais “um monte de coisas que faz um bem danado para as idéias”.

A idéia do blog surgiu quando seus colegas fotógrafos, também membros do Foto Clube de Marília, mantinham a troca de suas fotografias através de e-mails, o que dificultava a visualização por parte das pessoas que não integravam esse grupo. A partir daí surgiu a idéia de compartilhar essas imagens, principalmente com marilienses que hoje moram em outras cidades, para que tenham acesso às mudanças que Marília sofre a cada dia.


Ativo há aproximadamente um ano, o blog já tem seguidores fiéis que acompanham não somente o olhar do artista para as paisagens, como também o levantamento de alguns problemas sociais de interesse público, como a pichação, por exemplo. “É uma forma de chamar a atenção para o que esses grupos consideram arte, mas não é. Há muitas outras formas de se expressar sem degradar nossos patrimônios, porém, tudo isso está diretamente ligado a questões culturais e educacionais”, diz Ivan.

Para o artista, a importância do blog está em exercitar a escrita e a capacidade de síntese dos textos que complementam a história e o olhar do artista em ambientes que, na maioria das vezes, passam despercebidos pelas pessoas.

Ivan ressalta também a positividade da popularização da fotografia com a digitalização das imagens, uma vez que as pessoas se adaptaram a esse imediatismo de tirar as fotos e publicá-las no mesmo dia nos sites de comunicação como Orkut.

Para os amantes da arte, Ivan dá as sugestões. “Fazer caminhos diferentes sempre possibilita a descoberta de coisas novas, inclusive aquelas que resistiram ao tempo, como as casas de madeira e os antigos prédios dos bairros.”

Paralelo ao blog, o artista conta com 500 fotos da cidade e da região publicadas no site www.panoramio.com, que traz como diferencial a visualização do local exato através do Google Earth.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Canteiro de obras



Dediquei parte do domingo para fazer um tour pela cidade e saber das novidades. Ouvimos muito dizer que lá ou cá estão construindo um novo prédio, que tal região está se transformando em razão da instalação de um novo empreendimento, que novos empregos serão gerados e coisa e tal.
Sou daqueles devotos de São Tomé - preciso ver para crer. E já que vou, levo a minha Nikon no ombro para registrar o fato.
A torre pintada anuncia a chegada do Makro, lá pelas bandas da nova rodoviária, um moderno centro atacadista e varejista de compras que vai movimentar grandes investimentos para a cidade e gerar bons empregos. O prédio é a antiga sede do “Macarrão Raineri” (quem comeu provou da boa massa) e está sendo totalmente reformado para abrigar o novo centro de distribuição do Makro.
Do outro lado da pista, sentido de quem vem de Bauru para Marília, uma grande placa anuncia a chegada do grupo em Marília e também a contagem regressiva dos dias para cortar a fita. No domingo estava lá escrito que apenas 45 dias nos separam da alegria da inauguração.
Dali eu segui para a zona sul da cidade, mais precisamente ao lado do supermercado Kawakami, na av. João Ramalho. O Wal-Mart também está construindo uma grande área e utiliza o moderno sistema de pré-fabricados para erguer mais um centro de distribuição e gerar novos empregos.
Por um momento, fiquei ali parado e deixei a imaginação correr solta, projetando o entra e sai de caminhões, o intenso movimento de pessoas, a valorização das pequenas casas populares em redor, a abertura de novos pequenos negócios (marmitex, sorveteria, lanchonetes, farmácias, moto-taxi, lojas de acessórios para veículos, borracharias, salão de beleza, entre outros) que podem ser uma metáfora do rabo do grande cometa.
De lá segui para a zona sul, mais precisamente para o terreno onde o mesmo Wal-Mart vai construir outra unidade e o canteiro de obras já está em atividade.
Num raio de 150 metros deste local estão a churrascaria Alvorada, o Marília Shopping, a Dori, Postos de gasolina e pequenos comércios. Não há dúvidas de que a mesma onda de progresso vai levantar a região, é só os primeiros sinais apontarem a direção dos novos empreendimentos para que as imobiliárias saiam na captura de terrenos e imóveis para locação e venda.
Investimento gera mais investimento, dinheiro, gera mais dinheiro, desenvolvimento atrai novos empreendedores e assim Marília cresce.

domingo, 14 de junho de 2009

Pichadores nas alturas


Até onde chega a ousadia dos pichadores é algo que não cabe em nossas cabeças. Ao passar pelas ruas da cidade é comum observarmos que cada vez mais a interferência gráfica na paisagem urbana é algo que não tem limites.
Falta de espaços adequados para expressar as habilidades artísticas? Não, definitivamente não, é na verdade uma disputa sem limites de ética ou de respeito ao patrimônio público.
Cada pichador, ou cada gangue, tem sua própria marca registrada e o tipo de letra que usam é um meio de comunicação entre eles. Quanto maior o desafio enfrentado, maior será o prestígio entre os colegas ou rivais.
E assim, uma coisa puxa a outra e aquele que se sentiu em desvantagem vai escolher outro prédio, fazer a escalada e deixar lá os registros da desventura.
Escondidos na impunidade da menor idade, abusam da paciência da comunidade com suas latas e rolos de tinta.
Faltou escola na formação? Nem sempre.
Os mais velhos dizem que educação vem de berço e alguns filhos não herdaram dos pais o mmínimo de civilidade e fraternidade.
É uma pena, todos nós pagamos a conta.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O rádio de uma só estação


Para quem gosta de ouvir Rádios em Ondas Curtas sabe que uma das mais tradicionais emissoras do Brasil é a Rádio Aparecida. Tão difundida e ouvida que tem até o Clube dos sócios e dos ouvintes, verdadeiros agentes multiplicadores que se espalham por todo o Brasil.
No passado era mais fácil sintonizar a rádio. Bastava ter um aparelho de boa qualidade, buscar as faixas de 31 metros ou 49 metros e, pronto, o som estourava durante o dia todo.
Com o tempo foram surgindo mais e mais rádios, as freqüências foram se multiplicando e o dial ficando cada vez mais apertado e nem sempre se conseguia ouvir a rádio. Os programas de maior audiência? – as missas transmitidas direto da Basílica de Aparecida, aos domingos, e o programa do Pedro Trucão, locutor famoso entre os “irmãos camioneiros”, rodando pelas estradas do Brasil afora, hoje numa nova emissora que comprou o passe dele.
Para não perder os ouvintes a Motobrás, fábrica que assumiu a antiga Marca Motorádio, desenvolveu um modelo de rádio especial, com banda ampliada para a Rádio Aparecida. Desta forma a legião de ouvintes continua acompanhando a sua programação, sem precisar ficar procurando muito a sintonia.
A partir desta experiência de sucesso a mesma Motobrás está lançando um novo modelo, o rádio de uma só estação, que pode ter ainda a logomarca da empresa, ou até mesmo uma foto estampada no aparelho. Vejam só o que consta no site http://www.motobras.com.br/Encomenda.htm

Rádio Portátil sob encomenda

- Para vocês clientes que possuem uma emissora de rádio, nós podemos desenvolver um rádio que sintonize sua estação 24 horas, 7 dias por semana com a qualidade Motobras !!
- Ideal para grupos religiosos, políticos, etc...
- Entre em contato conosco para maiores informações, será um prazer atendê-lo no tel: 011-3641-0423
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- Ampla assistência técnica em todo o Brasil
- Aceitamos encomendas somente acima de 1.000 aparelhos.

Você gostou do assunto ? Quer saber mais ? Acompanhe o site do amigo Célio Romais e fique por dentro acessando: http://blog.romais.jor.br/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Céu de inverno e fachadas históricas


Confesso, não é a minha veia artística, sou mais a luz do sol, as sombras projetadas e as cores. Vez ou outra faço uma foto noturna (só para contrariar) e quase sempre gosto do resultado, apesar de não ser praticante da arte coruja.
Estava no segundo andar da prefeitura municipal aguardando nossa vez de audiência com o prefeito, quando comecei a analisar a vista em redor.
Cidade grande, cada parada no olhar uma descoberta, um ponto aqui e outro ali vão chamando mais a atenção e o clic foi inevitável. É a força do hábito.
Desta mesma janela, em outra data e oportunidade, eu já observei o vale que fica bem lá no fundo e por várias vezes fiz a foto mentalmente, tentando projetar a imagem urbana em contraste com a imensidão do Itambé. Nesta foto ainda é possível observar a linha do horizonte, bem discreta, lá no fundinho, depois da torre da igreja São Bento.
No primeiro plano, os fundos dos dois casarões que ficam bem ao lado da prefeitura municipal e que hoje estão alugados e ocupados por secretarias do governo. Antes de deitar as mãos sobre o teclado liguei para a Tia Rosalina para perguntar se ela sabia quem morou nestas casas nos tempos idos. Ela também não sabe e nem se lembra se já escreveu um artigo sobre o tema, mas já prometeu que vai buscar informações.
Valeu o telefone porque já descobrimos um bom motivo para uma nova crônica sobre a história dos casarões e seus personagens.
Devem ter sido (ou serão ainda?) como diriam os mais velhos, gente importante, termo utilizado para denominar pessoas de posse que moravam em bairros nobres, neste caso, ao lado do Paço Municipal.
Tem outra casa que aparece na foto com a varanda cercada pelos “barrigudinhos” e que foi sede de comitê eleitoral na última campanha. No dia do anúncio da apuração a varanda lotou de gente comemorando a vitória e um trinco enorme apareceu pelo lado de dentro, mais outro rente a parede. Foi um deus nos acuda, pessoas gritavam em meios aos fogos para sairmos urgente de lá porque o risco de desabamento era iminente.
Toda cidade tem seu “centro velho”, toda cidade tem suas histórias, toda foto conta parte delas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Esquinas do tempo


Não deu tempo, quando eu passei por lá,no dominmgo,já era tarde demais e o trator estava juntando os restos para jogar na caçamba do caminhão. Uma das mais antigas e tradicionais esquinas das ruas de Marília desapareceu no tempo.
Quem conhece a cidade sabe que aqui estava uma das últimas casas de madeira instaladas no centro comercial que mantinha a sua fachada ainda intacta. Foi loja comercial durante muitos anos e depois que fechou as portas nunca mais abriu, mas mantinha viva a memória dos primeiros comerciantes da cidade.
Na esquina ficava o bar do Tada, ponto de encontro no final de tarde de muitos comerciantes e comerciários que passavam por ali para fechar o balanço do dia. Banquinhos na calçada, cinzeiro sobre o balcão, movimento da rua minguando, até que o último gole de cerveja anunciava que já era hora de ir para casa.
Havia um grupo de amigos que freqüentava o estabelecimento, onde será que vão se reunir agora?
Foi assim com a Ler e Saber, a banca de revistas do amigo Orlandinho Giglioti, onde nos reuníamos diariamente antes de começar a jornada. Depois que baixou as portas definitivamente ele deixou órfãos que até hoje não sabe dar conta. Fiz grave ameaça ao amigo dizendo que ele teria que pagar a conta dos psicanalistas de toda aquela gente que fazia ali a terapia matinal.
É assim que a história é contada e a alma é lavada; de boca em boca, de gole em gole, de café em café; até que um dia o curso natural da vida arranca uma página amarelada para que uma nova seja escrita.
São Luiz com a Paes Leme. Do outro lado da rua havia um velho hotel que foi demolido para dar lugar a uma das maiores lojas das Casas Bahia.

sexta-feira, 29 de maio de 2009


Foi o meu amigo Laerte Rosseto quem disse: "Ivan, você já notou como é interessante observar a paisagem urbana aqui em Marília e ao mesmo tempo fazer uma analogia de como era o terreno antes da cidade ser construída?! E continuou..."dá para a gente ver direitinho as camadas que nos levam até os pontos mais altos da cidade.
Laerte é arquiteto, poeta, escritor, cronista, cartunista (de mão cheia), usa chapéu de palhinha para proteger a cutis e tem sempre um sorriso a pronta entrega.
Foi ele quem desenhou o mapa de Marília com destaques para os pontos turísticos da cidade. Ja viu ?-Não viu! Então dá uma passada lá no PIT - Posto de Informações Turísticas do Município e confira em um dos banners da lateral do quiosque.
Se eu já andava com olhos e ouvidos bem abertos, depois deste encontro com o Laerte, aí é que eu fiquei mais ligado ainda. (minha esposa diz que sou hiperativo,será?)
Pois então, junho chegou e com ele chega a florada dos Ipês, que já foi alvo de estudos de minha parte e mereceu um capítulo especial no Guia de Roteiro Turísticos de Marília que escrevi em 2002. Ao descer a rua Paraná nesta semana me deparei com esta cena.
Não dá para resistir, tive que parar o carro, sacar a máquina e fazer vários cliques. O alvo central dos disparos era o Ipê mas ver o prédio da Antarctica emoldurado pelas flores foi um raro prazer; que agora eu divido com vocês aqui no blog.

domingo, 24 de maio de 2009

A Força do esporte


A seleção brasileira de vôlei infanto-juvenil esteve em Marília para jogo treino contra a seleção peruana. O palco do encontro entre as duas equipes foi no ginásio de esportes do colégio Cristo Rei e movimentou um batalhão de pessoas para o “fazer acontecer”. O Banco do Brasil é o patrocinador oficial da seleção.
Nada melhor do que uma boa agenda para fazer girar recursos na comunidade. Vai desde a contratação de juízes, da equipe de som, dos seguranças, apoio logístico, assessoria de imprensa, eletricistas, decoradores e tantas outras pessoas.
Com a vinda das equipes para a cidade o Banco do Brasil plantou uma importante semente entre os jovens escolares que lá estiveram. Não faltaram as seções de autógrafos e toda a tietagem que as atletas merecem, retribuindo com o carinho da atenção e o sorriso simpático a todos que solicitaram uma oportunidade de tirar a foto da recordação.
Foi muito bom ouvir a torcida cantar unida: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...”
Parabéns a todos da organização !

quarta-feira, 20 de maio de 2009

100 anos de vida e de histórias


Diante da importância do fato histórico da recuperação do prédio e da memória da indústria Matarazzo a Comissão de Registros Históricos, marcou para ontem (terça-feira) uma visita às obras. Além da visita a idéia foi promover uma maior aproximação entre a Comissão e a diretoria da Casa Sol.
Marcamos para as 15 horas e lá fomos nós. Luiz Arnaldo foi o primeiro a chegar e eu logo em seguida. Notei que ele estava numa prosa boa com um senhor muito simpático e assim que me aproximei...a surpresa do dia.
O personagem de chapéu de palha chama-se Florentino Martins e foi o diretor geral da Matarazzo em Marília.
Mas como ele apareceu por ali, naquela mesma hora em que havíamos marcado com o grupo? Só pode ser por conta das forças superiores, ou seja, é aquela história que diz que quando se movimenta uma pedra no chão não se sabe ao certo o que vamos encontrar embaixo dela.
Seu Florentino nos deu uma aula de história e a todo o momento dirigia os olhos saudosos para a construção que estava bem a frente do grupo. Contou detalhes que facilitaram muito o resgate da memória desta fase industrial de Marília.
Ele nasceu no dia 31/05/1909, vai completar 100 anos de vida, e neste mesmo mês está prevista a inauguração das obras de revitalização do prédio em que trabalhou por mais de 33 anos. Será homenageado pela Comissão e pela Casa Sol.
O universo conspira a nosso favor.
Na foto - (a partir da esquerda): Vanderlei, gerente da Casa Sol, vereador Damasceno, presidente da Comissão, Sr. Antonio Martineli, senhor Florentino o nosso ilustre personagem, depois segue o lendário Wilson Matos, Tia Rosalina, Luiz Arnaldo, Regina Moura, Wilza Matos e o Rubens Ramos Coca.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A sala do Memorial


No passado esta sala abrigou a Casa das Máquinas e estes motores eram movidos a vapor, fazendo movimentar a indústria Matarazzo e toda a sua produção. No projeto de recuperação das instalações pela Casa Sol, o espaço vai abrigar o novo museu onde serão expostas fotografias e peças históricas que ajudem a contar um pouco desta história.
Os velhos motores serão lavados com Solupam para recuperar a cor original e já estamos na busca de fotografias de época ou acessórios que possam contribuir para o acervo. Você tem na sua casa, ou sabe quem possa ter, uma embalagem antiga de produtos da Matarazzo, um cartaz, uma foto, um uniforme ou qualquer outro objeto que possa ser fotografado ou doado? Se sim, solicitamos o seu contato pelo e-mail evangelista@univem.edu.br.

sábado, 16 de maio de 2009

A boa nova


Tive uma excelente notícia e compartilho com os amigos. O antigo prédio da Matarazzo está sendo recuperado e vai abrigar as mais novas instalações da "Casa Sol Ecologia". Para quem não conhece, a Casa Sol é uma loja de materiais para construção que se instalou uma antiga área da indústria Matarazzo, na av. Castro Alves em Marília.
Com trabalho árduo e muito investimento ela se transformou num shopping da construção e abriu uma filial na cidade de Bauru.
A instalação do segmento de ecologia e paisagismo atraiu um novo público e hoje é sem dúvida alguma um excelente local para adquirir do básico ao acabamento.
O amigo Vanderlei, gerente da loja, é quem está cuidando de todos os detalhes da recuperação do antigo prédio da Matarazzo para em breve inaugurar a nova loja. Caprichoso como ele só, contou que foram retirados mais de 190 caminhões de entulho e por aí dá para se ter uma idéia do estado de abando que se encontrava este patrimônio histórico.
Até o túnel que liga a antiga "Casa de Máquinas" (lado direito da rua) com a "Casa da Caldeira" (lado esquerdo, onde está a grande chaminé) será recuperado e iluminado para que as pessoas possam transitar.
Visitar e fotografar as obras de recuperação foi um momento especial. Cresci morando sempre próximo da indústria, acompanhei o movimento dos caminhões carregados com amendoim e algodão, senti o cheiro do cozimento do óleo, ouvi o apito que marcava a entrada e a saída dos operários, comprei óleo de litro para a minha mãe e margarina também.
Meus parabéns pela iniciativa e pela idéia de integrar a nova loja com a memória da cidade. Marília agradece, a paisagem urbana agradece e parte da nossa história voltará a ser contada novamente.
A Casa Sol foi eleita pela Revista Exame a Melhor Loja do Brasil para se trabalhar, no ramo de Matérias de Construções.