terça-feira, 28 de julho de 2009

A FOTO QUE FALA E, DIZ!...



Eu digo isto por que, há quem fala, fala, fala; mas, não diz nada...

Já, com o meu amigo Ivan Evangelista, isso não acontece: há pouco tempo, fundou o www.afotoquefala.blogspot.com Mesmo sendo o homem dos mil instrumentos: diretor de marketing , fotógrafo, mestre de cerimonial, etc.,etc., não se descuida do seu já concorrido “blog” ...

Dando uma “olhadela” geral (mesmo com pouca experiência em “navegação”, pois, Pedro Álvares Cabral já faleceu há muito tempo), consegui encontrar lá um excelente trabalho do fotógrafo do Jornal da Manhã, Édio Júnior (www.ediojunior.blogspot.com) ; (no blog consta sem acento agudo nos dois nomes; porém, deve ser coisa de internet; ou, pode ser que não haja mesmo os referidos acentos...enfim, não é à língua portuguesa queeu quero referir-me e sim à linguagem fotográfica; uma vez que as fotografias também falam, às vezes...

No caso do Édio, falam e, muito bem das imagens que ele captou, com grande talento: 1) “A florada do Ipê”: a) a beleza do ângulo, com o tronco em primeiro plano; b)os galhos carregadíssimos de grandes e belíssimas flores; 2) O contraste, (não fotográfico) mas, de espírito entre as duas corujas: a)

Uma de “corpo inteiro”, extremamente triste; b) a outra, em grande “close up ”, com os olhos lindíssimos e bem abertos, a fazer pose para o fotógrafo...; 3) a combinação de cores do animal (jacaré?) com as cores dos (arames), gaiola ou cerca?...; excelente!... ; 4) A maritaca que, embora tenha sido eletrocutada, permanece nos fios (em pé), parecendo-me “Altiva e Elegante”...; 5) o João de Barro, com a casa quase construída e em sentido de alerta!....; 6) o fortíssimo zum para obter os maiores detalhes da grande lua (inclusive suas sombras caractiristiscas e o céu com uma cor negra (maravilhosa) que valorizou os seus detalhes; 7) a grande tristeza do cão ou, ou cadela, (não sei), com os “olhos de gente”....; enfim, tudo está como realmente deveria estar...; 8) já as fotos “profissionais” que, são para o Jornal e seus leitores, são ocasionais mas, praticamente obrigatórias: acidentes, prisões, roubos, etc, etc... apesar de serem de boa qualidade (mas nem sempre obrigatórias) pois, servem só para ilustrar a “matéria”, as que foram para o blog, também têm qualidade e até (inteligência), como aquela que focaliza o acidente com um carro e, em primeiríssimo plano, os documentos do provável motorista e o carro em segundo plano, com bom foco em toda a área...., não me atraem e acredito que, a ele também não; porém, é a sua profissão e a rotina; já as pessoais, são as que aliviam o espírito....fotografei profissionalmente, por mais de 50 anos e, sei perfeitamente qual é a diferença entre fotografia profissional e a pessoal (esta, com absoluta liberdade!!!).

Parabéns, caro Édio!... e, também ao “teu”-“nosso” Jornal: o da “MANHÃ!!!
(publicado no Jornal da Manhã, edição de 28/07/09)



Manuel Joaquim Pires

Fotógrafo

domingo, 26 de julho de 2009

Dinossauros na região de Marília

Acompanho o pesquisador e paleontólogo William Nava há alguns anos. É um privilégio de ter fotografado boa parte de suas descobertas e de também acompanhá-lo nas pesquisas de campo quando possível. Neste vídeo que gravamos há poucos dias você vai conhecer um pouco deste trabalho que resgata a história da vida em nosso planeta e também da aventura que é escavar os fósseis de um animal que habitou nossa região há milhões de anos.
Willian Nava é pesquisador de renome internacional, um cidadão que merece todo o respeito e apoio da nossa comunidade. É o coordenador do Museu de Paleontologia de Marília e faz parte do cenário internacional de paleontólogos.
video

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Palestra trouxe informações sobre a rede de gás natural


A empresa Gás Brasiliano convidou representantes da comunidade para na tarde desta quarta-feira, no auditório do prédio do Corpo de Bombeiros de Marília, apresentar informações sobre a rede instalada em Marília.
O objetivo principal foi mostrar a segurança do sistema e também de conscientizar a comunidade sobre os cuidados nas ações de instalação ou reparo da rede de abastecimento de água, a rede de esgoto ou de outros serviços que impliquem na escavação das vias públicas. Segundo o expositor, as principais causas de acidentes com a rede de gás são as obras com o uso de retro-escavadeiras que acabam danificando os dutos.
Quando isto acontece podem ocorrer dois tipos acidente: a bola de fogo, que é o rompimento da rede seguido de explosão causada por faísca, ou o vazamento contínuo do gás, sem a explosão. Ele nos explicou que o principal cuidado, caso isso ocorra é: 1) acionar os bombeiros e a Defesa Civil, 2) os bombeiros chegam e isolam a área do acidente num diâmetro de 50 meros e procuram desativar toda fonte de faísca próxima do local, 3) o gás não é explosivo, apenas se ficar concentrado em local fechado, no vazamento, a tendência é subir para atmosfera tendo em vista que é bem mais leve que o ar, 4) com ou sem fogo na área do acidente, a ordem é manter e calma e acionar o 0800 da concessionária, que por sua vez vai buscar fechar o registro de segurança mais próximo do local, 5) o que assusta é o barulho do vazamento (é bem alto) mas a possibilidade de fogo é remota se tomados os devidos cuidados, 6) na rede de distribuição (que vem a Bolívia) tem as “City Gates” instaladas, uma espécie de casa de máquinas onde a pressão do gás é reduzida para que possa ser disponibilizada na rede de serviços, sendo que a mais próxima de Marília está na cidade de Guaiçara, 7) depois de passar pela City Gate, a próxima etapa é a Central de Recepção e Distribuição, que fica mais próxima da cidade, sendo que a de Marília está na final da av. Brigadeiro Eduardo.Gomes, uns 300 metros adiante da entrada do condomínio Portal a Serra, 8) é lá que, mais uma vez, a pressão do gás é reduzida e adequada para a escala de uso domiciliar, uso industrial ou para abastecimento de veículos nos postos de combustíveis, 9) aprendemos também que o gás natural é inodoro, o que torna mais difícil identificar vazamentos e por isso mesmo é adicionada uma substância que vai dar cheiro ao gás para minimizar riscos de acidentes, 10) para sinalizar a rede instalada na cidade a concessionária se utiliza de vários recursos: os postinhos de concretos fincados em pontos estratégicos, onde consta o número 0800, a fita plástica com o fone 0800 impresso que é colocada acima da rede instalada, para que no caso do operador da retro-escavadeira descuidar, a chance dele puxar a fita antes de atingir o cano é muito grande, os tachões, uma espécie de selo amarelo que é fixado sobre a guia da sarjeta, indicando que próximo dali passa a rede do gás, tudo isso para evitar acidentes e chama a atenção dos operadores; 11) e no futuro, quando nossas casas puderem ser abastecidas pelo sistema de gás natural, teremos os registros semelhantes aos hidrantes.
Junto da rede instalada, corre também uma rede de fibra ótica por onde trafegam as informações de consumo e de distribuição. Hoje (22/07), por exemplo, soubemos que esta rede ótica se rompeu nas imediações do distrito de Dirceu, provavelmente no mesmo local da ponte que rodou com a ocorrência daquelas fortes chuvas no mês passado.
A empresa concessionária distribuiu mapas de todo o sistema instalado para os serviços públicos municipais que atuam na escavação e preservação da rede hidráulica ou de esgoto, bem como ao Corpo de Bombeiros.
Foi uma tarde produtiva e com muitas informações interessantes.

O roteiro dos ipês em Marília




O mês de julho é sempre muito especial e é também o tempo das floradas dos ipês. Não tem como passar pelas ruas e não notar a presença das flores que cobrem os galhos e ainda forram as calçadas e o asfalto, como um tapete natural.
Quando escrevi o Guia de Roteiros turísticos de Marília dediquei um capítulo aos ipês, convidando os marilienses e visitantes a percorrem os corredores multicoloridos.
No dia de hoje eu refiz parte deste roteiro para reencontrar as velhas companheiras com suas novas flores. O exercício de ser turista por um dia em sua própria cidade começa com você escolhendo um ponto elevado, de onde possa ter uma boa visão de toda a cidade.
Tenha em mãos um mapa, são vendidos nas bancas de revista por um preço bem convidativo e, cada vez que avistar uma copa de árvore florida, anote a referência no mapa. Não se esqueça de manter o mapa sempre na posição das coordenadas cardiais, isso vai facilitar a sua localização espacial.
Se for adepto de aprender novas tecnologias, aproveite e se utilize também de uma bússola. Depois é só ir se deslocando na direção dos pontos indexados e fazer as anotações. Se a condição física estiver em ordem faça os roteiros a pé assim, você poderá ter maior contato com mais informações visuais sem se preocupar com o trânsito e a direção.
Parece que conhecemos tudo onde moramos mas com uma caminhada mais atenta e, motivada, neste caso o roteiro dos ipês, descobrimos muitas outras coisas que os olhos não leram anteriormente. Eu, por exemplo, descobri alguns pés de Cerejeiras que nunca havia observado em algumas ruas e casas da cidade. Elas também florescem na mesma época.
Além destas fotos que você, amigo leitor, está vendo aqui, poderá ainda conferir mais algumas no site do Panorâmio (http://www.panoramio.com/photo/24742979).
E então, vamos nessa ? Não perca tempo, as flores duram pouco.

sábado, 18 de julho de 2009

Voar com segurança é o certo


Foi um sábado bem legal, a turma do parapent recebeu a visita do Márcio, da cidade de Santos, instrutor do esporte de vôo livre, e nós passamos o dia lá na rampa do jardim Lavínia. O objetivo da visita foi trabalho mesmo, ele veio passar algumas técnicas de vôo livre e de segurança para a moçada que curte o esporte aqui em Marília.
Primeiro de tudo é preciso aprender a dominar a asa no chão, dar os comandos certinho, inflar na hora certa, com muito vento ou com pouco vento, fazer subir, corrigir, virar a asa para a esquerda, depois para a direita, ou seja, dominar as técnicas no solo para fazer bonito lá em cima.
Como já havia postado anteriormente, o bom de tudo isso é o espírito de equipe. No final da história se diverte quem vai voar de fato e também toda a turma que está no apoio.
Ficamos um bom tempo observando os “aerobus” para acompanhar os deslocamentos das térmicas e, como eles aproveitam ao máximo as pequenas correntes de vento para ganhar altura logo em seguida, é sempre bom ficar de olho no movimento.
Durante o dia todo vimos e acompanhamos as mudanças do tempo e dos ventos, escutamos os sons da natureza, contamos histórias e demos muitas risadas com os tombos que são inevitáveis.Nas próximas aulas os pilotos vão para o ar e aí teremos novas fotos do vale com 3 ou 4 velas ao mesmo tempo. Vai ser bom demais.

Na foto uma amostra do treino com a cidade fazendo moldura no lado sul.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pintando a cidadania (e não a cidade)


Passando pela Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, hoje a tarde, uma cena me chamou a atenção. O rapaz estava pichando o painel do ponto de ônibus, ali, sob a luz do sol, de cara limpa como se diz na gíria.
Achei estranho é claro, justamente pelo fato dele estar muito a vontade e sem pressa alguma de terminar a tela. Parei a moto e pedi permissão a ele para fazer a foto, no que fui consentido.
Notei que ele usava a camiseta da Secretaria da Juventude e foi aí que me lembrei do projeto “Pintando a Cidadania”, a primeira inciativa de trabalho com a comunidade da mais nova Secretaria de administração municipal.
Idéia legal, os meninos e meninas param de pichar muros e paredes públicas e passam a desenvolver sua arte em espaços, também públicos, mas especialmente destinados para isso.
É uma forma de atrair e educar a turma do contra, aqueles outros pichadores que na calada da noite escalam prédios e deixam sua marca registrada nas testeiras e laterais, algo parecido com o xixi no poste que os cachorros utilizam para demarcar territórios.
O artista da foto é o Fofão, eu o conheci no local, mas já deu para sentir que é daqueles que vai puxar outros para a legalidade, gente do bem.
Quer saber duma coisa, gostei do que vi. Há quem possa dizer que isso não é arte, que a cidade vai ganhar novas telas que nem sempre agradam a todos e outros argumentos.
Fico com o lado bom da iniciativa, fico com a alegria de eles poderem expor seus trabalhos, de poder assinar e receber as críticas que vão surgir naturalmente, tanto as positivas como as negativas. Faz parte, na bienal é assim também.
Vamos acompanhar de agora em diante se as pichações aleatórias vão diminuir de fato.

Vôo livre em Marília


Pouca gente se deu conta mas aqui na cidade temos os praticantes do vôo livre e também do vôo com motor. Parece um para-quedas, mas não é. Parapent ou Paraglider é o nome desta grande lona colorida que permite ao esportista alçar vôos altos e ter uma visão privilegiada da paisagem.

Postei no Google Map algumas fotos das pistas de decolagem que as equipes utilizam; uma lá no Jardim Lavínea, na boca do vale e outra ao lado do bosque, próximo ao aeroporto, num terreno grande que permite uma bela vista da cidade.

Para voar é preciso que as condições do tempo ajudem e tudo depende do vento. A partir da medição da velocidade e da direção, é que eles escolhem a melhor pista para decolagem. Antes porém, uma boa observação do céu ajuda a entender as mensagens que estão impressas na paisagem para a garantia de um lazer mais seguro.

A posição das nuvens, o formato, a movimentação das folhas nas árvores mais altas e até os urubus voando em circulo sobre uma determinada área são sinais de que há boas térmicas.

As térmicas são ondas de ar quente que sobem para a atmosfera e ajudam muito o praticante de vôo livre a conquistar mais altura, garantindo maior tempo de permanência no ar. Os planadores, aqueles aviões sem motor, quando voam também utilizam o mesmo mecanismo de sustentação e geralmente o avião reboque (comum nas tardes de domingo) os liberam nas áreas em que as térmicas são mais intensas.

As duas cordas que o piloto do parapent tem nas mãos são os instrumentos que dão direção na lona, usando os recursos de puxar ou soltar as pontas. A cadeira de sustentação do corpo é presa por cordinhas que estão ligadas na vela e quando a asa possui motor, como na foto que está ilustrando o blog, o acelerador (igual ao de motoclicleta) vai em uma das mãos do condutor, sendo que o motor está preso na parte posterior da cadeira.

O bom disso tudo é o trabalho de equipe que antecede todo vôo e que também dá suporte para os praticantes. Abrir o equipamento no chão, verificar as cordas e conexões, ajustar o giro do motor, segurar a vela enquanto o piloto aguarda uma boa brisa para dar início a decolagem, são algumas tarefas compartilhadas.

São momentos mágicos de vida saudável, de observação do céu e de contato com as forças da natureza, de sentir o vento no rosto, de curtir o colorido da asa no céu azul e, no final de tarde, a possibilidade de fotos incríveis com a ajuda do por do sol.

Na próxima oportunidade passe por lá e vá conhecer o Betão, o Morango, o Fernandinho, o Carlão, o Luiz (na foto acima em seu primeiro vôo), a Silvia (esposa do Betão), entre outros, uma turma de alto astral e sempre de bem com a vida.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Na boca do pito




Já pensou em trabalhar a 74 metros de altura, com uma vista privilegiada, ar condicionado natural e longe de todo e qualquer barulho. Pois é, o nosso amigo aí da foto está no topo da chaminé do Matarazzo fazendo o serviço de restauração da borda.
Com a ação do tempo,a incidência de raios e o desgaste natural dos materiais, a ponta da torre sofreu alguns danos, mas tudo já está sendo reparado.
Vai ganhar luz de alerta, pára-raios novo e ainda vai passar pelo serviço de limpeza de toda a estrutura externa e conservação da fachada.
Os profissionais envolvidos nesta tarefa são especialistas em trabalhos nas alturas e cuidam da segurança nos mínimos detalhes. Num rápido contato com a turma eles me disseram que no último serviço, antes de Marília, eles estavam numa torre de 120 metros.
Na área interna do prédio, onde antes ficava a caldeira da indústria, uma nova casa de shows no estilo “Moinho Santo Antonio”, da cidade de São Paulo, já começa a ganhar corpo com a instalação dos sanitários e de salas especiais. Considerando a arquitetura, o espaço interno e toda a área externa que servirá de estacionamento para os clientes, sem dúvida alguma esta será uma das grandes atrações da noite Mariliense.
O Sr. Wilson, um dos empreendedores, esteve com a Tia Rosalina lá na sede da Comissão de Registros Históricos de Marília e mostrou detalhes de todo o trabalho de recuperação do prédio.
Bom para todos nós. De um lado da rua a Casa Sol está quase nos finalmentes da recuperação e instalação da nova loja, do outro lado, obras em ritmo acelerado para a nova casa noturna, com a vantagem que a chaminé, agora recuperada, continua sendo um marco histórico da cidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ouça o último programa do Rádio DX - um marco histórico


O Rádio DX deixa de ser apresentado semanalmente pela rádio CVC e busca novos caminhos. Até lá, ficamos com os audios gravados e com a amizade de todos aqueles que ajudaram a ligar o mundo pelas ondas curtas e pelos malucos por dexismo.
Na foto, uma homenagem ao amigo Marcelo que apresentava o quadro Transoceanic. Este equipamento faz parte da minha coleção e pretendo levar para São Carlos, na oficina do Rádio, para a merecida restauração.
Parabéns a todos que fizeram do Rádio DX um marco na história do rádio.

SE ligue e ouça o programa em http://www.yehplay.com/musics/Romais-Ultima-Edicao-do-Programa-Radio-DX/311717/