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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Um dia da caça, outro do caçador

O Saruê, tb conhecido por gambá, saiu de casa e foi caçar. Não imaginava ele nesse dia que cachorro bravo o seguia, e já não era de hoje, tinha tempo essa folia. Um descuido na caçada e seu gambá levou primeira lapada. Dentes fortes lhe morderam e não houve pernas que correram. Mais uma mordida e o gambá, mole e lambido, ficou no chão estendido. Cachorro seguiu sozinho e na certeza da missão cumprida seguiu seu caminho, sabendo que do dono ganharia um carinho. Na espreita estavam seu Urubu e Don Carcará. Briga feia de entrá, nem pensá, melhor esperar acabá. E foi só o cachorro se afastá que os dois partiram pra cima do pobre gambá. Comida pouca sempre é motivo de encrenca.
Urubu partiu pra cima e deu uma baita voadora, carcará saiu de lado e se fez de rogado. E ali, inerte o pobre do gambá que mesmo com todo seu odor experimentou na pele o tal dia da caça e o dia do caçador. Verso e prosa de afotoquefala.

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