quinta-feira, 25 de abril de 2019

QUEBRANDO O CICLO DO CONSUMISMO COM O COACHING

Pesquisas mostram que 80% das nossas decisões são tomadas por impulso, ou seja, a grande parte do que falamos, a forma como reagimos a um estímulo e até mesmo dos nossos atos de consumo diário de bens e serviços não passam pelo filtro da razão.

Se você tem dúvidas sobre esta afirmação, basta observar o seu ambiente e conferir quantas coisas foram compradas e não foram utilizadas, mais do que uma ou duas vezes. Se você já abriu seu guarda-roupas ou a sapateira e sentiu esta emoção, seja bem-vindo.

Quebrando O Ciclo Do Consumismo Com o Coaching









Depois que os cartões magnéticos foram introduzidos no mercado, este cenário da 
impulsividade se tornou crescente entre as pessoas, pois, com ou sem dinheiro na conta quando são estimuladas vão consumir.

Ao saberem que tem crédito ou limite, usam desta informação para satisfazer a necessidade naquele exato momento. O grande problema está na sensação de culpa que ocorre após o fato consumado. Essa sensação gera uma série de emoções negativas que vão impactar, no futuro, ou mesmo no presente, em outras decisões de sua vida. Chegará o momento que a razão vai cobrar a sua falta de cuidado com as finanças pessoais.

Ao identificar-se como consumista impulsiva, a pessoa já deu um grande passo. Depois de ter consciência sobre seu comportamento, que te limita de coisas, como, por exemplo, impedimento de um curso superior ou a realização de uma pós-graduação.

Para essa causa e tantas outras, o indivíduo pode buscar o auxílio de um coach, que vai apoiá-lo nas decisões pela busca de uma nova performance nas relações de consumo.

Através do processo de Coaching é possível entender a importância da correta escolha dos seus valores e a correlação estreita que os mesmos mantêm com suas prioridades.

Durante o processo de Coaching, o coachee (cliente) responderá uma ferramenta: a matriz de perdas e ganhos. Por meio desse método, enxergará o que seus atos geram e como impactam de forma negativa e positiva nos processos decisórios. 
É assim que você pode usar o processo de Coaching para quebrar o ciclo da impulsividade e a ter mais recursos para investir em áreas que realmente vão fazer a diferença na sua carreira e na vida pessoal e ser mais feliz.

Por Ivan Evangelista Jr.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

Turismo rural em Marília

Forma-se o primeiro núcleo de empreendedores do setor

Graziela Grecco
Sensibilização 
Cerca de 23 empreendedores aderiram ao núcleo
E hoje foi dia de rever amigos de muita estima e aprender mais sobre um tema apaixonante - o Turismo Rural.
A expositora foi a amiga Graziela Grecco que atua pelo SENAR em parceria com o Sindicato Rural. Pequenos produtores de Marília, de Julio Mesquita, Padre Nóbrega e da cidade de Vera Cruz se reuniram no Sítio Horizonte Azul para ouvir os benefícios que o Turismo Rural pode trazer para as propriedades e para os proprietários.
Sem contar a mesa do café do manhã que estava deliciosa, com queijinho fresco, queijo meia cura, café da roça, bolo caipira, mamão tirado do pé fatiado na hora, tudo arrumado com muito carinho pelos anfitriões.
Graziela mostrou vários exemplos de projetos em que já atuou como monitora, falou dos erros e dos acertos, um método natural para quem se aventura no ramo, dos investimentos e da previsão da receita quando as coisas começarem a rodar e os turistas frequentando as propriedades.

No turismo rural o todo é formado pelas partes, neste caso, as partes são cada um dos empreendedores rurais que se integram ao novo projeto. Cada propriedade tem sua característica, seu manejo, seu ritmo e na oferta do pacote de passeio, por exemplo, o turista pode começar o dia tomando o café da manhã numa propriedade, depois vai passear e conhecer atrativos naturais em outra, poderá almoçar numa terceira, poderá fazer compras de produtos orgânicos, ovos caipira, frutas frescas tiradas do pé, fazer trilhas, tomar banho de água limpa na cachoeira, pescar no lago, andar a cavalo...

Feliz pelo amigo Braz Nogueira que vinha desejando este núcleo já de algum tempo, feliz por rever a Grá (ziela), consultora e proprietária da Fazenda Santo Antonio em Sabino-Sp, grato por conhecer, rever e fazer novos amigos, Sra. Delzira, Da. Santina, que tem sua própria marca de café e mais uma quantidade de gente feliz.
Serão 10 meses de trabalho intenso e de novos aprendizados. Mesquita tem muita história para agregar no contexto do turismo rural: tem o Morro Redondo, tem o Córrego da Quarentena, tem a serra no limite com Marília onde o paleontólogo William Roberto Nava descobriu os fosseis do Titanossauro, tem violeiro, tem gente que trabalha com couro, tem gente que sabe fazer artesanato. Bora lá descobrir mais e juntar tudo isso num enredo que vai fazer muita gente feliz.
Parabéns a todos, força, foco e bom planejamento.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Atitudes empreendedoras na atividade artesanal

Auditório no Sebrae
Na segunda-feira eu participei de um encontro de artesãos promovido pelo Sebrae-Marília, em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura no auditório do Sebrae,  localizado na Av. Brasil nº 412. Já de início me surpreendi com o público, cerca de 50 pessoas estavam presentes sendo a maioria de mulheres e com representação local e das cidades de Garça, Oriente e Pompéia.
Após as devidas apresentações e gentil acolhida dos organizadores teve início uma dinâmica bem produtiva que consistiu em levantar os “problemas” do segmento e, posteriormente, coletar sugestões do grupo que possam amenizar ou anular as situações desfavoráveis para um melhor desempenho empreendedor. Deixei a palavra problemas propositadamente entre aspas porque é ainda uma atividade que está se organizando, assim sendo, podem ser entraves de uma primeira hora.
Mas a parte melhor ficou por conta das apresentações, aquele momento mágico onde cada um pode dizer quem é e o que faz, necessariamente nesta ordem. Sim, nós seres humanos sentimos a necessidade de dizer quem somos, dizer o nome, e falaram como foi bom estar ali e sobre o que fazem. É foi neste clima que aconteceu o engajamento, o sentimento bom de pertencer, de somar, de integra-se a uma liga de pessoas que curtem e valorizam trabalhos manuais. Foi muito interessante notar a identificação coletiva sendo construída com as falas e curtos depoimentos.
Como observador e apoiador do evento, por conta de que o artesanato está intrinsecamente ligado ao turismo receptivo, tema que trabalho de algum tempo em meus escritos e palestras, eu aprendi uma série de novas terminologias, como por exemplo: biscuit, frivolité, costura criativa, mosaico, arranjos florais, filtro dos sonhos, saboaria artesanal e outras tantas habilidades manuais. Não somente eu, mas creio que todos os participantes ficaram surpresos com a diversidade artística ali presente.

Dinossauros são uma boa temática
O turismo e o artesanato têm isso de bom; é tudo alto astral, é bom humor, é a integração cultural e social na cumplicidade na arte e a vontade de sempre melhorar os processos. O pessoal da secretaria da Cultura explicou os caminhos para se obter a carteirinha de artesão expedida pela SUTACO e o que este documento representa para o artesão que pretende participar de exposições e mostras nos grandes centros.



Das sugestões a que mais se repetiu foi a necessidade comum de contarem com um espaço para expor e vender as produções. Porém, por ser uma atividade artesanal, que tem na inspiração a sua principal matéria prima, seguida da literal mão na massa, e preciso antes de tudo trilhar um caminho que alie a arte com a gestão para resultados.

Consultora do Sebrae falando sobre gestão
No final a equipe do Sebrae apresentou um plano de trabalho com duração de 10 meses, sendo um encontro mensal, que visa a melhor capacitação dos empreendedores e o repasse de técnicas de gestão que vão contribuir para um melhor resultado econômico na atividade artesanal.
Ficou agendado para o dia 27 de fevereiro um próximo encontro com o grupo. Na oportunidade, estarei lá como membro voluntário da Comissão de Registros Históricos e do Conselho Municipal de Turismo e vou falar sobre a história de Marília, nossos pioneiros, nossos valores culturais e os encantos naturais da cidade e da região. A ideia é que esta exposição possa contribuir para novas temáticas nos trabalhos manuais e buscarmos em conjunto uma maior contextualização cultural do artesanato local.  

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Marília, o novo ponto de encontro dos chineses


Em todas as oportunidades que surgem durante eventos ou seminários sobre o desenvolvimento econômico local e regional eu gosto de comentar o fenômeno da globalização que estamos vivendo no comércio de Marília.
Os chineses chegaram com toda a força, eles são bons no comércio varejista e estão ocupando os principais pontos na área central da cidade. Numa visão de futuro eu vejo que em pouco espaço de tempo eles vão se instalar na Nova Marília, pois sabem que comércio e público estão diretamente ligados. 
No começo, ainda tímidos, eles optaram por pontos estratégico de vendas de salgados. Nas ruas Nove de Julho, Prudente de Moraes, Quatro de Abril, Sampaio Vidal e rua São Luiz (o quadrilátero comercial da cidade) encontramos diversos estabelecimento sob a direção de empreendedores chineses. 
Tem um deles que me chama a atenção em especial pela logística de utilização de espaço. Fica na esquina da Rua Nove de Julho com a Carlos Gomes. Tem atendimento de balcão, tem atendimento de mesa, tem geladeira frigobar para autoatendimento de refrigerantes e sucos, tem escada em caracol para acesso ao piso superior, ou seja, o investidor aproveitou cada espaço para área de venda e atendimento.
Ao ver todo este movimento eu penso que este volume de investimentos novos está alicerçado naquela velha história do "um conta pro outro".
Fico imaginando o diálogo por telefone entre os que aqui estão e outros que moram fora: " E aí, onde você está, São Paulo? - Não, estou em Marília? Onde fica? Interior de São Paulo.- E está dando certo? - Muito certo, tem muitos outros chineses vindo para cá, o comércio é ativo, tem muita gente com fome nas ruas e salgado vende bem."
Fora a linha de gastronomia de rua tem as lojas de presentes que estão inaugurando uma atrás da outra. Produtos populares, baratos, cabe no orçamento e se tornam a opção daquele "presentinho de lembrança"; seja de um aniversário de criança, ou aquele enfeite de Natal, a capinha do colorida do celular, a sombrinha, a blusinha, e outras "inhas" que de grão em grão enchem o papo.  
De onde eles estão vindo? Será que têm financiadores que estimulam a instalação de novos comércios em Marília? Será que existe uma "célula" que coordena a vinda de novas famílias e faz o financiamento até que estejam com o equilíbrio financeiro? Onde moram? onde se divertem quando não estão trabalhando? As imobiliárias estão prontas para atender a este novo investidor? Onde as crianças estudam?
Estas e outras perguntas estão ocupando parte dos meus pensamentos. Sou por natureza um observador e vivo a cidade intensamente.
Tem mais. Eles são do modelo MAKERS e gostam de por a mão na massa. Nas reformas dos prédios eles estão lá, de martelo, pincel, vassoura e furadeira nas mãos e executam pessoalmente os trabalhos.  Passei o último domingo pela rua São Luiz e adivinhem quem estava fazendo reforma em pelos menos mais três novos pontos comerciais? - Sim, eles, os chineses.
Outra observação legal que soma a este quadro de globalização que estamos vivendo em Marília; a Feira Livre de domingo.Sim, os chineses gostam de ir na feira, gostam de pechinchar (e como...), gostam de ofertas e gostam de patos, marrecos e gansos. A venda de galinhas caipiras na feira de domingo tinha diminuído e agora ganhou fôlego novo com a presença constante dos chineses nas bancas.
Eles chegam, perguntam o preço da ave, pegam pelas pernas e viram de cabeça para baixo, apalpam as entranhas, conversam no idioma nato entre si e depois regateiam o preço com o vendedor. Sempre sai negócio, parece que o pato, para eles, representa o mesmo que a macarronada com frango na mesa de domingo dos brasileiros.
Compram muita verdura, em especial o cheiro-verde que é base de tempero para muitos pratos.
Neste mês um destes investidores acaba de inaugurar duas mega lojas no coração da cidade e deixou muita gente de queixo caído. O prédio da antiga Tilibra foi demolido e ganhou construção nova, tudo no estilo rapidinho, pré-fabricado, pra ficar pronto logo e inaugurar em curto espaço de tempo. Para os chineses a frase tempo é dinheiro deve ser um mantra que levam muito a sério.
E não é que até na Amandaba eles já se enfronharam! O evento reúne pessoas e comerciantes simpatizantes de um estilo de vida mais saudável, mais light e mais zen. Pois os chineses estão lá com comida chinesa, yakissoba, rolinho primavera e mudas de Rosa do Deserto.
Para por aí? - Não. Eles conseguem vender pedregulhos brancos pintados com ideogramas chineses que se tornam a pedra da sorte para quem compra.
E assim vamos nós, acompanhando esse admirável mundo novo em Marília. Já comprou a sua pedra da sorte?

Ivan Evangelista Jr, é membro da Comissão de Registros Históricos de Marília e fotógrafo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O Freire, o cafezinho e o Tita.


O ritual era algo assim como sagrado. Sábado era dia de ir na agência levar o carro para dar aquela olhada e ver se tava tudo certo. Salvo engano o primeiro foi um Fusquinha na cor verde, aquele que tinha um arco enorme, formato de meia lua e com dois bandeirantes decorando o centro do volante.
O painel era inovador, tinha esguicho de pára-brisa que se apertava o meio do botão  e como mágica a água surgia no grande vidro da frente do carro para limpar as manchas da viagem. Do que eu mais gostava era o bauzinho que ficava atrás do banco traseiro de passageiros, onde eu cabia certinho e nas viagens tudo se transformava em uma grande e imaginária caverna, tal e qual meu neto faz hoje com as caixas de papelão que a mãe leva para casa para ele brincar.
Os parentes da minha mãe moravam em Olímpia, terra da laranja, e toda vez em que tinha viagem para lá o desafio era conseguir trazer para casa as famosas laranjas de Olímpia. Havia uma  tal de barreira fitossanitária que confiscava as laranjas todas vez em que meu pai transgredia a lei. Até que um dia eu dormi em cima do bauzinho do Fusquinha, justamente onde estavam escondidas as laranjas debaixo de uma sacola com roupas sujas.
Ao chegar ao posto fiscal o guarda pediu para os passageiros descerem para inspecionar o carro por dentro e ao me avistar dormindo tranquilamente sobre o baú ele disse: “não precisa acordar o menino, deixa ele dormir tranqüilo e desejo a vocês uma boa viagem de retorno para casa.” Foi assim que iniciei minha vida de contraventor da lei, com a complacência de um guarda rodoviário que sem querer deu a dica de ouro para as próximas empreitadas.  Acreditem; laranja contrabandeada tem outro sabor, ainda mais se for de Olímpia.
Voltando a agência de veículos as boas vindas quase sempre eram dadas pelo simpático Tita, hoje com loja de acessórios automotivos na baixada da Rua Cel Galdino. Tita sempre me foi uma figura simpática e também a pessoa que garantia que o serviço e as peças eram originais de fábrica. Depois vinha o xará Ivan, filho do dono, se juntar ao grupo e meu pai sempre dizia: agora ficou bom, são três Ivans juntos.
O café era servido por uma simpática senhora, sempre em xícaras impecavelmente brancas com a marca da concessionária impressa na cor azul, todas acomodadas em uma assadeira em banho-maria para melhor higienização. Ah o café, que café maravilhoso, que aroma; feito ali, na frente dos clientes e passado no coador de pano que exalava a bebida por todo o ambiente. Não tenho dúvidas em afirmar que o cafezinho do balcão era o melhor ponto de vendas da loja, sempre adoçado com um bom Cristal e muita conversa.
E o fusquinha do pai? Este tinha lugar especial marcado com listras no solo. Enquanto tudo isto acontecia, entre goles de cafezinho quente, risos, novos catálogos onde o Zé do Caixão já surgia como a mais nova opção de transporte para a família, um inspetor vestido em imponente avental branco ligava o motor do carro, levantava a tampa e se acocorava na traseira do veículo para ouvir a marcha lenta.
Vez ou outra tirava um chave de fendas do bolso e como se fosse instrumento cirúrgico da mais alta precisão ele girava o parafuso do carburador para dar aquele toque de mestre na marcha lenta.
Cumprido o ritual entregava a chave do veículo apertando AM mão do meu pai pela conservação e limpeza e o parecer de que tudo estava em perfeita em ordem: Parabéns o seu Fusca está impecável. Era o mesmo que receber a benção do Papa.
No final de todo este ritual surgia a figura responsável pela orquestra. O Senhor Francisco Freire, homem que meu pai admirava pela cordialidade, simpatia, gentileza e energia. Ele tinha brilha nos olhos, era rápido para arrematar um bom negócio, conhecia os clientes como poucos, dominava as técnicas de vendas e se pedisse outra xícara de café para o cliente o risco de uma troca de carro era iminente, mesmo que o atual ainda estivesse com baixa quilometragem.
Foi assim que ele conquistou meu pai e tantos outros clientes que foram fieis a Marca Wolksvagem por anos a fio; com sorrisos, elogios sinceros, uma xícara de boa prosa e atendimento da equipe sempre com muita atenção e comprometimento com os clientes.
No jornal de hoje (26/09/2018) vejo uma nota tímida de página interna que o Freire faleceu aos 95 anos de idade. A foto que ilustra a notícia mostra um senhor elegante, como sempre se mostrou, vestido de terno e gravata, cabelos já grisalhos e ainda com o mesmo olhar firme de quem encarou a vida de frente.
Merecia notícia de capa pelo legado que deixa na cidade e na história do comércio de veículos em Marília e região. E  também porque Freire, por muitos e muitos anos foi sobrenome de Wolksvagem.  
Em meu nome e do meu saudoso pai Ivan Evangelista, nossas condolências e abraço fraterno aos familiares enlutados.
Ivan Evangelista Jr, membro da Comissão de Registros Históricos de Marília e coordenador de cursos do IST/UNIVEM.